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Estado de Minas

Nova geração não quer mais ter carro

Em 2014, foram emitidas no Brasil 495 mil carteiras para motoristas de 18 a 25 anos. Em 2017, 382 mil


postado em 25/09/2018 06:00 / atualizado em 25/09/2018 08:43

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

O futuro será desafiador para a indústria automotiva. O avanço de meios de transporte como bicicletas, os níveis de poluição emitidos pelos motores e o surgimento de aplicativos de compartilhamento já afetam os negócios. Durante muitos anos, as vendas de automóveis no mundo cresceram acima de dois dígitos, com ou sem crise. Foi na segunda década do século 21 que a velocidade dos emplacamentos diminuiu. Em 2016, as vendas subiram 7% em relação ao ano anterior. Em 2018, 81,5 milhões de novos carros devem ir para as ruas, ou pouco mais de 2% ante 2017. Logo a performance será negativa. A nova geração não vê mais o carro como objeto do desejo, e é aí que mora o perigo para a indústria. Segundo o Ipsos, em 2014 foram emitidas no Brasil 495 mil carteiras para motoristas de 18 a 25 anos. Em 2017, 382 mil. O fenômeno se repete em diversas partes do mundo. Quase 90% dos estudantes americanos do ensino médio tinham habilitação em 1990. Em 2015, o percentual caiu para 70%.

"Uma boa ideia é muito mais difícil de encontrar do que dinheiro. Por isso, se você acredita na viabilidade da empresa que pretende abrir, seja perseverante”

 

. Luiza Trajano, a executiva que transformou o Magazine Luiza numa das maiores redes varejistas do Brasil

1,7 ponto

foi quanto caiu em setembro o Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getulio Vargas. Com o resultado, o indicador volta ao nível de junho, quando a confiança foi afetada pela greve dos caminhoneiros

Natura vai levar a Avon?
Maior empresa brasileira de cosméticos, a Natura está cada dia mais perto de adquirir a operação da Avon. Segundo uma fonte ligada às negociações, a transação gira em torno de US$ 1,9 bilhão. Oficialmente, tanto a Avon quanto a Natura negam. Vale lembrar que as companhias vivem situações opostas. No segundo trimestre de 2018, a Avon teve prejuízo de US$ 37 milhões. A Natura, que concluiu a incorporação da britânica The Body Shop em 2017, lucrou
R$ 31,8 milhões.

A nuvem e o fim do data center
Um estudo da Gartner, multinacional especializada em serviços TI, chegou a uma conclusão alarmante: o mercado de data center está próximo da extinção. Ao analisar os movimentos de empresas de várias partes do mundo, a consultoria percebeu que, até 2025, 80% delas terão encerrado seu data center tradicional. Isso porque as corporações estão se atualizando e implementando novas ferramentas e tecnologias para o armazenamento de dados. Tudo é enviado para a nuvem.

Facebook reduz veiculação de notícias mentirosas
Uma pesquisa realizada pelas universidades de Stanford e Nova York mostrou que o Facebook está sendo bem-sucedido no combate às fake news. Desde o início de 2017, quando a rede de Mark Zuckerberg saiu à caça das mentiras, a quantidade de curtidas, compartilhamentos e comentários nos textos que propagam notícias falsas caiu mais de 50%. Trata-se de um avanço, mas ainda longe de resolver o problema. Estima-se que, todos os meses, 70 milhões de informações enganosas são compartilhadas.

RAPIDINHAS

 

» O empresário Abilio Diniz tem relatado a amigos que sente falta de uma de suas grandes paixões: o São Paulo Futebol Clube. Desde que se desentendeu com Carlos Augusto de Barros e Silva, atual presidente do clube, Abilio não se intromete mais na rotina do time paulista, como sempre esteve habituado a fazer. Interlocutores comuns planejam a reaproximação dos desafetos.

» A alemã Basf, maior empresa química do mundo, vai investir na divisão de matérias-primas sustentáveis a partir do cultivo de palma. A ideia é oferecer para a indústria de cosméticos e cuidados pessoais apenas especialidades à base de óleo de palma certificado.

» O Brasil não é mesmo amigável para os negócios. Dono de uma tecelagem na Argentina, o empresário Carlos Arturo Romero queria abrir uma fábrica no interior de São Paulo para ficar mais perto dos filhos. “Mas tive que desistir”, diz. “Achei complicado demais levantar todos os documentos e papéis que me pediram. O processo todo demoraria quase um ano. A burocracia venceu”.

» E por falar em burocracia: cerca de 3 mil pedidos de licença ambiental para o setor de aquicultura esperam há mais de 10 anos em Brasília para serem aprovados, segundo dados da associação do setor. Os produtores afirmam que cumprem todos os requisitos, mas a liberação das autoridades não sai.

 

 

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