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Estado de Minas

No esporte, os investimentos sumiram

Se falta dinheiro para os atletas que já estão no topo, para a turma da base o cenário é ainda pior


postado em 10/09/2018 06:00 / atualizado em 10/09/2018 08:29

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

A crise econômica e o habitual desinteresse das empresas brasileiras por esporte deverão afetar o desempenho do Brasil nos Jogos de Tóquio, em 2020. Estima-se que, entre o último ciclo olímpico e o atual, as confederações receberão R$ 300 milhões a menos em investimentos que seriam destinados à preparação dos atletas. Na canoagem (esporte do fenômeno Isaquias Queiroz (foto), que faturou três medalhas na Olimpíada do Rio), os aportes caíram 40%. Até o vôlei, maior provedor de pódios para o país nos últimos anos, teve que cortar o período de treinamento das seleções e viagens para o exterior. Se falta dinheiro para os atletas que já estão no topo, para a turma da base o cenário é ainda pior. Resultado: nas categorias de base, o vôlei brasileiro está perdendo a hegemonia até na América do Sul. Nunca é demais lembrar que os maus gestores afastaram patrocinadores. No ano passado, o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro Carlos Arthur Nuzman chegou a ser preso por corrupção.

Sinal de alerta para as bitcoins
Enquanto o sistema financeiro tradicional não ceder, as moedas virtuais vão continuar enfrentando dificuldades para ganhar o mundo. Nos últimos dias, a informação de que o banco americano Goldman Sachs, que está na praça desde 1869, desistiu de abrir uma mesa de operações para bitcoin fez despencar a cotação da criptomoeda. O gigante de Wall Street abandonou a ideia diante do ambiente regulatório ambíguo, que emperra as operações no mercado de moedas virtuais.

 

Com R$ 1,5 trilhão em ativos, coreana aposta no Brasil
A companhia coreana Mirae Asset, responsável pela gestão de mais de R$ 1,5 trilhão em ativos, planeja investir pesado no mercado brasileiro. Hoje, a empresa vai lançar uma nova modalidade de investimento na bolsa, um fundo de renda fixa negociado dentro do mercado de ações, chamado de Exchange Trade Fund (ETF). Segundo Jisang Yoo, presidente da Mirae Asset no Brasil, será o primeiro passo para o lançamento de outros produtos formatados para o investidor brasileiro.


Produtores trocam tabaco por chá
Com a queda brutal do consumo de cigarro, agricultores gaúchos de tabaco começam a substituir as suas lavouras por outras culturas, principalmente ervas voltadas à produção de chá. Para Hur Ben Corrêa da Silva, chefe da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), o único caminho para os fazendeiros é a diversificação. “Vamos reunir a cadeia produtiva para debater o que pode ser feito daqui por diante”, diz o especialista.

 

US$ 3,5
milhões

é quanto vai custar cada uma das 25 réplicas perfeitas, incluindo acessórios de espionagem, do Aston Martin DB5 (foto), o carro de James Bond nos filmes 007. Fundada em 1913, a fabricante britânica de esportivos de luxo se prepara para abrir o capital na bolsa de valores de Londres.

 

RAPIDINHAS
Funcionários de TI da rede varejista C&A estão quebrando a cabeça para identificar a origem e a extensão dos danos causados por um ciberataque em seu sistema. Sabe-se que a invasão foi liderada pelo coletivo hacker Fatal Error Crew. Os piratas virtuais acessaram dados de 2 milhões de clientes da empresa.


O laboratório alemão Boehringer Ingelheim está empolgado com o mercado brasileiro. O grupo, que faturou 18,1 bilhões de euros no ano passado, cresce forte em saúde animal, área em que o Brasil é potência. Nesse segmento, a farmacêutica gerou 2 bilhões de euros em vendas no primeiro semestre de 2018, ou quase 25% do faturamento total.


Há alguns dias, o vice-presidente de uma das maiores empresas de moagem da China afirmou que seu país substituirá toda a soja importada dos Estados Unidos pelos grãos brasileiros. Não é bem assim. O Brasil não está pronto para suprir 100% da demanda chinesa, que provavelmente vai recorrer à soja da Argentina, Canadá e Rússia.


O comércio online vai dominar o mundo, certo? Por enquanto, isso está longe de se tornar realidade. Segundo estudo da consultoria KPMG Global, 69% das vendas mundiais ainda acontecem nas boas e velhas lojas físicas. O percentual elevado contraria as previsões dos “especialistas” que cravaram o fim do comércio tradicional.

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