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Estado de Minas COLUNA

Ensino a distância transforma a educação

Depois do escândalo da Netshoes, descobriu-se na semana passada que 2 milhões de clientes da C&A tiveram seus dados expostos


postado em 05/09/2018 08:25 / atualizado em 05/09/2018 08:29

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

O futuro da educação passa pelo ensino a distância (EAD). De acordo com um estudo realizado pela CM Consultoria, especializada em ensino superior, as novas matrículas nessa modalidade cresceram 50% entre 2013 e 2017, de 999 mil para 1,5 milhão. Até 2026, o número irá dobrar. Para efeito de comparação, as matrículas na graduação presencial encolhem em média 5% ao ano, o que dá a medida de como o EAD está transformando o ensino no país. Muitas razões explicam o fenômeno. A primeira delas, e talvez a mais importante em uma nação pobre como o Brasil, diz respeito ao preço: a mensalidade do ensino a distância é bem mais barata. O segundo motivo está ligado ao avanço tecnológico, que permite acompanhar as aulas em diversos dispositivos, inclusive smartphones. “Com o ensino a distância, o aluno pode, por exemplo, cursar uma disciplina com um professor baseado no exterior mesmo estando no Brasil”, diz Daniel Castanho (foto), presidente do conselho de administração da Ânima Educação.

16.255 imigrantes

conseguiram emprego oficial no Brasil no primeiro semestre de 2018, segundo o Ministério do Trabalho. O número é 77% superior ao total observado no mesmo período de 2017. Haitianos, venezuelanos e paraguaios lideram a lista de contratações

 

 

 

RAPIDINHAS

» O ativismo empresarial vem ganhando força no país. Copresidente da Multilaser, empresa brasileira de tecnologia, Renato Feder irá lançar em breve um aplicativo que permitirá que o usuário capture a imagem de um candidato (na TV, nas redes sociais) e tenha acesso ao perfil detalhado dele. O projeto está baseado em recursos de reconhecimento facial.
 
» O novo feminismo e as mudanças dos padrões da mulher na sociedade estão afetando os negócios da grife Victoria’s Secret, famosa pelas lingeries e pelos desfiles das supermodelos, conhecidas como Angels. No ano passado, as vendas da marca caíram 8% e o mercado projeta um tombo acima de dois dígitos em 2018.

» O presidente nacional do Sebrae, Guilherme Afif Domingos (foto), tentará surfar no clima das promessas eleitorais para definir, com os candidatos, uma pauta de apoio às micro e pequenas empresas. Nas próximas semanas, ele entregará um plano de incentivo ao empreendedorismo nas mãos dos principais nomes da corrida eleitoral.


 
» Na segunda-feira, dia 3, Afif assinou um convênio de cooperação técnica com o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco. O convênio inclui suporte e mentoria da instituição às startups instaladas no inovaBra, que reúne mais de 170 empresas iniciantes.


“Eu sempre dou a tarefa mais difícil para a pessoa mais atarefada da empresa. Há uma razão pela qual ela não tem tempo: o trabalho é um mercado, e o excesso de trabalho mostra que aquela pessoa é boa”


. Michael Bloomberg, 
fundador da empresa de mídia
e informação financeira Bloomberg
e ex-prefeito de Nova York




Cada vez mais clientes expõem dados de clientes
O vazamento de dados de consumidores está se tornando corriqueiro na internet brasileira. Depois do escândalo da Netshoes, descobriu-se na semana passada que 2 milhões de clientes da C&A tiveram seus dados expostos. Agora, suspeita-se que os arquivos do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) tenham sido devassados. Entre as informações escancaradas na internet estão nome completo, endereço, CPF, número de conta-corrente, pendências em bancos e pontuação de crédito.



Empresas querem o que é pop e não valorizam patrimônio histórico

O vice-presidente de marketing de uma grande montadora diz que todos os meses chegam à sua mesa pedidos para patrocínios de shows musicais, peça de teatro e eventos esportivos. “Nunca um diretor de museu me procurou para oferecer uma parceria”, lamenta. “Mesmo se tivesse procurado, provavelmente eu não faria nada. Nós, das grandes empresas, gostamos do que é pop, do que traz visibilidade. Não há no ambiente corporativo uma cultura de valorização do patrimônio histórico.”



Na Use Táxi, robô Marli vai atender passageiros

Em tempos de Uber, as empresas de táxi fazem de tudo para se reinventar. A Use Táxi, maior cooperativa do Brasil, vai lançar um serviço inédito de solicitação de corridas via WhatsApp. Basta o cliente adicionar o número em seus contatos e iniciar uma conversa com a Mary, atendente virtual desenvolvida para interagir com o passageiro. “Vamos também colocar totens em locais de grande movimentação, como shoppings e hospitais, para oferecer mais facilidade aos clientes”, diz o presidente Eder Luz.

 

 

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