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Estado de Minas

MERCADO S/A - Paulus, da CVC, volta à cena

A missão de Paulus será ajudar na elaboração de estratégias para incentivar o setor turístico no Brasil. Já passou da hora


postado em 31/08/2018 07:00 / atualizado em 31/08/2018 09:44



Guilherme Paulus, fundador da CVC, maior empresa de turismo do país, está de volta aos palcos depois de se afastar do comando da empresa em março deste ano. A marca foi envolvida nas investigações da Polícia Federal e da Receita Federal na Operação Descarte, que esquadrinha esquema de lavagem de dinheiro em empresas. Ressalte-se que, até agora, nada foi provado contra o executivo. Por indicação da equipe do presidente Michel Temer, ele vai integrar a Câmara Temática de Marketing, ressuscitada neste mês pelo Ministério do Turismo e pelo Conselho Nacional de Turismo. A missão de Paulus será ajudar na elaboração de estratégias para incentivar o setor turístico no Brasil. Já passou da hora. O país recebe, todos os anos, cerca de 6 milhões de estrangeiros, número equivalente ao de turistas que visitam o Chile, que tem menos de 10% da extensão territorial brasileira. É consenso entre especialistas que o Brasil não sabe se vender no exterior. Paulus tem o desafio de mudar isso.

Dunlop ampliará investimentos em nova fábrica
A recém-inaugurada fábrica de pneus da Dunlop, em Fazenda Rio Grande, no Paraná, ficou pequena para o tamanho da produção da empresa no país. Tanto é que, depois de investir R$ 487 milhões na unidade, há dois anos, fará novo aporte para turbinar a produção de pneus para veículos pesados, atualmente importados. A fábrica comporta apenas a produção de itens para veículos leves e já funciona a pleno vapor com a capacidade atual de 15 mil unidades por dia.

No vácuo da American Airlines
A decisão da American Airlines de acabar com a rota entre Belo Horizonte e os Estados Unidos (o último voo, o AA 992, decolou no dia 21) abre caminho para ampliação das operações de outras companhias áreas. A Latam já tinha demonstrado interesse em fortalecer as suas atividades na capital mineira, mas havia limites estabelecidos pela Anac. Uma fonte ligada à Azul afirma que a empresa, que já mantém um voo direto de Confins para Orlando, estuda ampliar suas rotas para outras cidades americanas.

R$ 23,6 bilhões
Foi quanto faturou o varejo on-line no primeiro semestre de 2018, 12% acima do movimento alcançado no mesmo período do ano passado. Categoria de medicamentos, perfumes e cosméticos liderou o avanço

Alívio na rede Marisa
Um dia depois do pedido de demissão do presidente da rede varejista Marisa, Marcelo Pereira Araujo, o clima na empresa era de alívio. Desde o começo do ano passado o executivo vinha tentando fazer ajustes impopulares na rede, com demissões e integração de departamentos, mas acabou vencido pela resistência dos acionistas. A pessoas próximas, Araujo, que assumirá a rede de postos Ipiranga, disse que sua saída da Marisa é, na prática, um refresco para todas as partes, especialmente para ele.

"Se você traçar metas absurdamente altas e falhar, seu fracasso será muito melhor que o sucesso de todos"
James Cameron, cineasta

RAPIDINHAS


A americana Amgen, biofarmacêutica focada em doenças de difícil tratamento, está construindo uma nova fábrica no estado de Rhode Island, nos Estados Unidos. A unidade consumirá investimentos de US$ 200 milhões e será destinada para a produção de medicamentos biológicos de alta complexidade.

O clube catarinense Figueirense, de Florianópolis, colocou em prática uma estratégia para se tornar o mais tecnológico do Brasil. Em parceria com o grupo Nexxera, lançou o aplicativo “Sou Figueira”. Com ele, os torcedores terão programa de benefícios, notícias sobre a equipe, transmissão de jogos pela Rádio Figueira e um sistema de carteira digital.

O mundo está prestes a entrar na era da realidade aumentada. Não à toa, a Apple comprou ontem a startup Akonia Holographics, que desenvolve lentes de óculos que projetam imagens full-color. A Apple acha que a realidade aumentada tem potencial para gerar profundos impactos no consumo.

Apesar de responder por 98,5% das companhias no país, as pequenas e médias empresas venceram só 14% das licitações federais abertas em 2018. Os dados foram levantados pela consultoria LicitaBR, que considerou os negócios firmados até agosto. As PMEs abocanharam contratos avaliados em R$ 2,4 bilhões, enquanto as grandes ficaram com R$ 19 bilhões.

 

 

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