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Estado de Minas ECONOMIA

Economia mantém trajetória de recuperação lenta, diz FGV


postado em 20/08/2018 14:59

Apesar dos prejuízos provocados pela greve de caminheiros, que bloqueou estradas de todo o País por 11 dias em maio, os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre mostram que a economia mantém a trajetória de recuperação lenta, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Monitor do PIB, apurado pela FGV, estima que a atividade econômica cresceu 0,3% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre do ano.

"Os números não estão mostrando desaceleração, mostram crescimento. O PIB cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2017. Depois, 0,2% no primeiro trimestre de 2018, agora 0,3%. É um crescimento lento, não foi interrompido. A greve realmente atrapalhou muito, mas alguma coisa foi devolvida em junho", avaliou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).

O PIB avançou 3,3% em junho ante maio, calculou a FGV. Na comparação com junho do ano passado, a atividade econômica teve elevação de 2,4% no mês de junho deste ano. Na comparação com o segundo trimestre de 2017, a economia cresceu 1,2% no segundo trimestre de 2018.

O indicador da FGV antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

De acordo com o Monitor do PIB, na passagem do primeiro para o segundo trimestre, o PIB Agropecuário aumentou 0,7%, enquanto a Indústria encolheu 0,9%. Já os Serviços avançaram 0,4%.

Pela ótica da demanda, o Consumo das Famílias apresentou crescimento de 0,2%, e o Consumo do Governo registrou expansão de 1,0%.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) caiu 1,5% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre do ano. As exportações diminuíram 5,4% no segundo trimestre de 2018, enquanto as importações caíram 2,4% em relação ao primeiro trimestre.

"O comércio e o transporte todo mundo esperava que fossem impactados (pela greve dos caminhoneiros), mas até a indústria de transformação foi afetada. A agricultura também foi muito prejudicada", apontou Considera. "No terceiro trimestre, talvez ainda tenha resquício (do impacto da paralisação) na parte de pecuária, ovos de galinha, mas uma perda muito pequena", completou.

Em termos monetários, o PIB totalizou aproximadamente R$ 3,467 trilhões em valores correntes de janeiro a junho.

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