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Estado de Minas

Chineses não estão nem aí para a crise brasileira


postado em 26/07/2018 06:00 / atualizado em 26/07/2018 08:07

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

Nem só de notícias negativas vive a economia brasileira. Apesar da avalanche de problemas – incertezas eleitorais, infraestrutura sofrível, desemprego alto –, os chineses se voltam cada vez mais para o país. No primeiro semestre, os investimentos da China confirmados no Brasil alcançaram US$ 1,343 bilhão, ou quatro vezes acima do volume contabilizado no mesmo período do ano passado. Os chineses parecem não estar nem aí para a crise dos últimos anos. De 2003 a junho de 2018, as empresas do país da muralha investiram quase US$ 54 bilhões em cerca de 100 projetos no Brasil, segundo dados do Ministério do Planejamento. Somente em 2017, o valor chegou a US$ 11 bilhões. Melhor: os asiáticos estão diversificando os aportes. Antes de 2015, os fundos chineses estavam focados no setor de alimentos e energia. Agora, buscam oportunidades também nas telecomunicações, na área automotiva e serviços financeiros. Não à toa, a China se tornou o maior parceiro comercial do Brasil.

Para novo presidente da TIM, desafio é resolver problemas
O novo presidente da operadora TIM no Brasil, Samir Foguel, terá enormes desafios pela frente. Entre as maiores empresas do setor, a TIM é a que apresenta a menor taxa de resolução de problemas: 78%. Na Vivo, o índice está em torno de 90%. Na Claro, é de 87,8%. O curioso é que Foguel nunca trabalhou na área de telefonia. Entre 2014 e 2017, o executivo deu expediente na Azul Linhas Aéreas. Antes, passou pela portuguesa TAP.

Grupo Cimed investirá R$ 140 milhões em laboratório
As boas perspectivas para o setor de medicamentos inspiraram o Grupo Cimed a tirar do papel o projeto de construção de uma fábrica em Pouso Alegre, Minas Gerais. O laboratório investirá R$ 140 milhões para instalar na região uma planta mais moderna, voltada à produção de medicamentos sólidos, como drágeas e efervescentes, principalmente antidepressivos e antibióticos. A obra terá início em 2020 e deverá durar oito meses. Pelos cálculos da empresa, serão gerados 300 empregos diretos.

Esgoto da Sabesp vai virar combustível
A paulista Sabesp, empresa de saneamento do estado de São Paulo responsável por administrar o maior esgoto a céu aberto do país, o Rio Tietê (foto), vai ampliar os investimentos em biometano com o objetivo de abastecer a frota. Atualmente, 200 carros da empresa são alimentados pelo gás gerado pela fermentação do esgoto e pela decomposição do lixo. A meta é dobrar o número até 2019. Se depender da quantidade de esgoto que a companhia administra, jamais faltará combustível para seus veículos.

RAPIDINHAS

» A paranaense Suporte Smart, uma das maiores redes de eletrônicos da região Sul, começará sua expansão para o Sudeste. A empresa vai iniciar operações em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo por meio de franquias. “Estamos em busca de candidatos com perfil empreendedor e capacidade de relacionamento interpessoal”, diz o fundador Guylherme Ribeiro.
 
» A disparada da cotação do bitcoin nos últimos dias surpreendeu o mercado financeiro. Em uma semana, a moeda virtual subiu 20%, superando a marca de US$ 8 mil. Analistas internacionais apostam que a criptomoeda pode chegar a US$ 20 mil até o final do ano, ou mais.
 
» A alta tem sido motivada por uma provável decisão da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, que estaria prestes a liberar a compra do bitcoin e outras criptos sem a necessidade de uma exchange. A decisão será tomada em agosto. Segundo a imprensa americana, o clima é favorável para o veredito a favor das moedas virtuais.

» Neymar é um caso clássico de mau gerenciamento de carreira que traz lições para o mundo corporativo. Talento não é tudo. Traquejo social e disciplina são fundamentais na vida de todo profissional – até na dos boleiros. Não foi por falta de futebol que Neymar ficou fora da lista de melhores do mundo da Fifa. Foi pelo comportamento.

49% dos lares brasileiros dependem de um celular para acessar a internet, segundo a pesquisa TIC Domicílios, produzida pelo Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, vinculado à ONU. O número mostra a crescente penetração dos smartphones no país.

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