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Estado de Minas

Clientes de plano de saúde na UTI

Mas além da alta de preço, há outros problemas para os insatisfeitos


postado em 09/07/2018 06:00 / atualizado em 09/07/2018 08:12

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

A alta dos planos de saúde está levando muitos clientes a buscarem outras alternativas. Isso porque as mensalidades foram reajustadas, em média, em 18% no caso dos planos coletivos com até 30 pessoas. No caso dos planos coletivos empresariais com mais de 30 vidas, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula a atividade, diz que “os dados são reservados” e não divulga o aumento. Mas em tabelas de corretores que comercializam esses produtos é possível confirmar os índices de reajuste em vários pontos do Brasil – de 7,13% a espantosos 50,7%. No caso dos planos individuais, a ANS fixou o teto de 10%. Mas além da alta de preço, há outros problemas para os insatisfeitos, já que poucas operadoras atuam nesse mercado e existe o temor de que esses prestadores de serviço não consigam dar conta do aumento da demanda. No fim do mês, A ANS vai realizar um debate para discutir possíveis mudanças na fórmula de correção das mensalidades dos contratos individuais e familiares.

No vácuo da Lava-Jato
A multinacional belga Agfa (foto) viu no escândalo de corrupção envolvendo as rivais GE e Philips uma oportunidade de avançar na área de healthcare no Brasil. Com o colapso do mercado fotográfico impresso, a empresa mergulhou na área de imagens de radiografias, impressão de exames e tecnologias para a área hospitalar e clínica. Segundo um executivo da subsidiária brasileira, a revelação de episódios de corrupção no setor, na Operação Ressonância, deverá ajudar as empresas que “atuam de forma limpa”.

Seguro para carros perde atratividade
O executivo Antonio Cassio do Santos, CEO da seguradora italiana Generali para as Américas e Sul da Europa (Grécia, Portugal e Turquia), está sendo pressionado pela matriz a turbinar o desempenho da companhia no mercado brasileiro. A baixa rentabilidade do segmento de seguro para automóveis, que teve uma alta acentuada no índice de sinistralidade nos últimos dois anos, deverá obrigar a empresa a diversificar seus negócios. O plano é avançar em ramos mais rentáveis e estáveis, como o agronegócio.

Rapidinhas

- A mega-mobilização para o resgate dos meninos tailandeses e seu professor, presos em na caverna Tham Luang, conta não apenas com especialistas em mergulho e geologia, mas também com empresas. Entre elas, a israelense MaxTech, fabricante de equipamentos para a comunicação em lugares sem conexão de celular. Já a chinesa Huawei entrou com tecnologias de conectividade de rápida instalação para permitir a comunicação em tempo real (voz e vídeo) com os familiares dos garotos.

- Para Ricardo Bovo, especialista em redes sem fio da multinacional no Brasil, o uso de tecnologias inteligentes em situações de desastres naturais e no combate ao crime pode garantir redução de custo e mais eficiência. O bilionário Elon Musk também ofereceu ajuda no resgate na Tailândia. A Exploration Technologies, uma de suas empresas, poderia atuar nas etapas de escavação e perfuração. Já a Tesla, sua fabricante de veículos, teria condições de colaborar com bombas e baterias para o sistema de drenagem de água.

- Não está fácil para ninguém, nem para a Chanel. A grife de luxo vai fechar nesta semana sua loja no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. Com isso, passa a ter apenas duas operações no Brasil. Faltou cliente para chegar à previsão de vendas.

- A exemplo de outras montadoras, o grupo PSA quer avançar em tecnologias ligadas à inteligência artificial. Para isso, se juntou ao também francês Inria, instituto dedicado a essa área, para estudar as áreas de veículos autônomos e inteligentes e serviços de mobilidade.

US$ 3 bi
É o valor que a Marfrig espera conseguir com a venda da subsidiária americana Keystone, a maior fornecedora de carnes do McDonald’s

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