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Estado de Minas

Pesquisa mostra que cenário de emprego é ruim, mas vai melhorar

Quando os entrevistados foram perguntados a respeito da expectativa para os próximos seis meses, o clima é de otimismo


postado em 08/06/2018 06:00 / atualizado em 08/06/2018 09:47

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

Pesquisa realizada pela consultoria de recrutamento Robert Half entre 9 de abril e 24 de maio traz duas conclusões interessantes. A primeira: o cenário de emprego no Brasil é bastante nebuloso. De acordo com o estudo, o índice de confiança de recrutadores e profissionais (empregados e desempregados) do mercado de trabalho caiu 0,5 ponto percentual em relação ao período anterior pesquisado, passando de 31,4 para 30,9 pontos. Importante: índices abaixo de 50 indicam pessimismo. A segunda conclusão é mais curiosa. Quando os entrevistados foram perguntados a respeito da expectativa para os próximos seis meses, o clima é de otimismo. Neste caso, o índice de confiança chega a 50,2 pontos. Segundo Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half, por mais que a eleição traga um clima de incertezas, o mercado aposta que o país vai melhorar. “Por isso, acreditamos que o número de contratações nos próximos seis meses será o dobro do ano anterior”, diz Mantovani.

20 jogos

da Premier League, a liga inglesa de futebol, serão transmitidos pelo serviço de streaming da Amazon em 2019. A compra dos direitos de transmissão mostra que a gigante de comércio eletrônico tem ambições que vão muito além do varejo. O valor do negócio não foi revelado.

Black & Decker sofre com produtos chineses
A americana Stanley Black & Decker, famosa no Brasil por suas ferramentas e furadeiras, está preocupada com o aumento dos problemas relacionados à sua marca no país. Embora mantenha uma fábrica em Uberaba, importa da China produtos como ferros de passar roupa e balanças para uso doméstico. Esses equipamentos estão lotando os serviços de assistência e queimando a reputação da empresa. O CEO global, James Loree, pediu um estudo interno para buscar alternativas para reverter a situação.

Dell pressiona o Brasil para melhorar performance
O bilionário americano Michael Dell, fundador e CEO da fabricante de computadores que leva seu sobrenome, aposta no aumento de vendas na América Latina e África para reduzir os prejuízos no mundo. No início da semana, em reunião com os principais executivos, Dell pressionou para que os mercados emergentes, entre eles o Brasil, melhorem a performance. A Dell contabilizou perdas de US$ 636 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2018, finalizado em 4 de maio.
 
Zema Petróleo foca em produtores rurais
A Zema Companhia de Petróleo, uma das maiores distribuidoras de combustível, planeja ampliar a atuação no segmento de Transportador Revendedor Retalhista (TRR). Trata-se de um modelo de venda de combustível a granel, com foco em produtores rurais e empresas instaladas fora dos centros urbanos. “Queremos fidelizar o maior número de clientes possível, principalmente fazendas, construtoras e transportadoras”, diz Leceandro Martins, diretor da divisão de petróleo da empresa, sediada em Araxá (MG).

"A economia moderna cresce como um adolescente inundado por hormônios. Devora tudo que encontra pela frente, mas cresce mais depressa do que podemos registrar”

.Yuval Noah Harari,
doutor em história pela Universidade de Oxford e autor do best-seller mundial Sapiens – Uma breve história da humanidade

RAPIDINHAS

» O agravamento da crise hídrica no Nordeste está incentivando o aumento dos investimentos em geração de energia alternativa. Exemplo disso é a Tecnogera, fabricante de geradores que opera uma unidade em Lauro de Freitas, na Bahia. Os bons resultados levaram a empresa a anunciar investimentos de R$ 20 milhões para ampliar a capacidade produtiva.
 
» O mercado de criptomoedas continua avançando no Brasil. A mais recente novidade é a Obit, empresa especializada na compra, venda e transferência de bitcoins 100% mobile e que possibilita investimentos a partir de 30 reais. “Qualquer um que tenha um smartphone poderá usar o aplicativo para comprar e vender bitcoins”, diz o CEO Yosi Bekker, que espera chegar a uma carteira de 50 mil clientes até o final de 2018.

» E o Rota 2030? A demora do governo para definir o novo regime automotivo já virou piada entre as montadoras. “Se tudo continuar nesse ritmo, o Rota vai entrar em vigor só em 2030 mesmo”, diz o vice-presidente de vendas e marketing de uma das gigantes do setor. “Vai ver que é daí que surgiu o nome do programa.”

 

» Antonio Megale, presidente da Anfavea, a associação que representa as montadoras, tem garantido a interlocutores que não há possibilidade de o Rota não sair do papel.  Mesmo assim, é crescente o desânimo com a letargia do governo.

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