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Estado de Minas

Carnaval vai reter R$ 847 por folião no país

Estimativa feita pelo SPC Brasil e CNDL considerou gasto médio na compra de vários produtos, serviços e viagens


postado em 03/02/2018 01:00 / atualizado em 03/02/2018 07:55

Ensaio do bloco Beiço do Wando: 49% dos brasileiros planejam seguir desfiles nas ruas(foto: Paulo Filgueiras/EM?DA Press)
Ensaio do bloco Beiço do Wando: 49% dos brasileiros planejam seguir desfiles nas ruas (foto: Paulo Filgueiras/EM?DA Press)

Durante a farra do carnaval, o folião deve gastar R$ 847, em média, segundo pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) divulgada ontem. A média de gastos cresce para R$ 969 entre os homens e tende a superar R$ 1,1 mil no caso das pessoas das classes A e B. De acordo com o estudo, o carnaval deve mobilizar mais de 72 milhões de consumidores em todas as capitais. Viagens, idas a bares e restaurantes e compras em supermercados estão entre as principais despesas durante a festa.

 Da amostra, 48% dos brasileiros devem realizar alguma compra ou contratação de serviços para aproveitar os dias de feriado. Outros 32% devem viajar a lazer na data e 49% planejam participar de blocos de rua. Outras atividades comuns serão as festas em clubes ou boates, ensaios e desfiles de escola de samba e shows de trios elétricos.

 Segundo a pesquisa, a maior parte dos consumidores quer desembolsar menos ou, pelo menos, o mesmo tanto do ano passado. A metade dos entrevistados quer pagar as contas em dinheiro e a outra parte vai optar pelo cartão de débito ou parcelas no cartão de crédito. Para quem vai dividir as despesas da viagem em prestações, a média é de seis parcelas, o que significa que o orçamento do consumidor ficará comprometido, pelo menos, até agosto.

 Dois em cada 10 entrevistados vão curtir o carnaval sem ter planejado o orçamento. Devido à empolgação com a data, muitos consumidores correm o risco de ficar endividados. Dados do levantamento apontam que 21% dos brasileiros que tiveram despesas no carnaval do ano passado terminaram a folia com o nome sujo na praça. A pesquisa ouviu 1.211 consumidores nas 27 capitais.

 Ainda de acordo com o levantamento do SPC e CNDL, nesse grupo de brasileiros dispostos a desembolsar no carnaval deste ano, 49% planejam participar de blocos de rua para comemorar o feriado. A participação em festas em clube ou boates atrairá 26%; enquanto outros 24% vão gastar em ensaios de escolas de samba; 23% em  shows em trios elétricos e 20% nos desfiles de escolas de samba.

 O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, disse que, como parte da cultura nacional, o carnaval representa grande potencial de consumo para os empresários brasileiros. “Mais do que uma grande festa, é um grande negócio, que impulsiona muitos setores da economia. Se por um lado, o país inteiro está prestes a mergulhar em um longo feriado coletivo, por outro, a indústria do turismo e empresas de comércio e serviços comemoram o enorme alcance da data e se preparam para atender a uma demanda de consumo diversificada”, afirma Pellizzaro Junior.

 De fato, o turismo deve movimentar, este ano, ao longo do feriado de carnaval, cerca de R$ 6,25 bilhões em todo o país, cifra que volta a crescer depois de três anos de retração, com base em estudo feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A instituição considera o carnaval “o maior feriado do calendário nacional”.

Veto aos meis

Os registros do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) de 1,37 milhão de microempreendedores individuais (MEIs) foram cancelados pela Receita Federal em razão de não terem sido regularizados. Esse universo vetado pela instituição alcança 17% do número de empreendedores no país. A Receita publicou em seu site a lista daqueles que tiveram o CNPJ cancelado. Segundo o fisco, trata-se de donos do próprio negócio que foram intimados em outubro do ano passado e não regularizaram a sua situação até 26 de janeiro. Eles foram excluídos por estar inadimplentes e sem fazer nenhum pagamento de impostos nos últimos três anos. Estão, também, de acordo com a Receita, com a Declaração Anual do Simples Nacional em atraso.

 

 

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