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Estado de Minas

Volkswagen aposta em SUVs para tentar recuperar mercado perdido durante crise


postado em 22/01/2018 20:42

São Paulo, 22 - Disposta a entrar no segmento de veículos que mais tem crescido nos últimos anos no Brasil, a Volkswagen planeja lançar cinco SUVs no mercado até 2020. A estratégia é resultado de uma lição aprendida pela montadora durante a crise econômica, período em que, enquanto o mercado como um todo caía, o segmento de SUVs apresentava bons resultados.

"Queremos nos reconectar com o consumidor brasileiro", disse o presidente da empresa para América do Sul, América Central e Caribe, Pablo Di Si, em conversa com jornalistas na capital paulista. Ele reafirmou o plano da montadora de investir R$ 7 bilhões no Brasil até 2020.

Em 2012, quando as vendas de veículos bateram recorde no Brasil, os SUVs representavam somente 9% do mercado. Nos quatro anos seguintes, de 2013 a 2016, quando o mercado registrou quedas consecutivas, a participação dos SUVs saltou para 18%. Em 2017, quando o mercado total voltou a crescer, a um ritmo de 9%, a venda de SUVs teve expansão de 37%, quatro vezes mais. Todos os dados são da Fenabrave, associação que representa as concessionárias de veículos.

Boa parte do sucesso das SUVs nos últimos anos se deve ao lançamento do Renegade, da Jeep, e do HR-V, da Honda. Agora, outras marcas estão correndo atrás para tentar se aproveitar da expansão desse nicho. No início de 2017, por exemplo, a Hyundai lançou o Creta. E para 2018 a Volkswagen planeja começar a vender o Tiguan, que será importado, e o T-Cross, que será produzido em Curitiba.

O presidente da Volkswagen reconhece que a empresa entrou tarde nesse segmento, mas acredita que este é um nicho que ainda tem espaço para crescer no Brasil. Para ele, a participação das SUVs no mercado brasileiro deve chegar a algo entre 25% e 30% até 2021, de um nível atual de 22% alcançado em 2017. Com isso, ele espera que esse segmento se torne o preferido dos brasileiros. Hoje, o segmento de hatch pequeno é o que mais vende, com 27% do mercado.

(André Ítalo Rocha)

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