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Estado de Minas

Dunlop lucra com vendas crescentes de carros

Uma das maiores fabricantes de pneus do mundo, pertencente ao grupo japonês Sumitomo, conclui investimentos de R$ 500 mi que aumentarão a produção e permitirão busca por novos mercados


postado em 19/01/2018 12:00 / atualizado em 19/01/2018 09:21

Gerente sênior de Vendas, Rodrigo Alonso comemora fornecer para carros bons de venda(foto: Fotos/Divulgação)
Gerente sênior de Vendas, Rodrigo Alonso comemora fornecer para carros bons de venda (foto: Fotos/Divulgação)

Fazenda Rio Grande – A marca de pneus Dunlop, pertencente ao grupo japonês Sumitomo Rubber Industries, tem planos agressivos de expansão para este ano. Se a projeção for além das planilhas da companhia, a fábrica de Fazenda Rio Grande, na Grande Curitiba, terá de se adequar para atender à expansão de 40% nas vendas para o mercado de montadoras.


Com o estreitamento da relação com as montadoras – que em 2017 apresentaram sinais expressivos de recuperação –, essa participação passaria de 17% para 23% da produção. Já o mercado de reposição, que no ano passado absorveu 75% das unidades fabricadas, deve ter até dezembro uma fatia um pouco menor, de 69%, mas sem que isso signifique queda nos negócios. Isso porque parte das vendas será atendida por pneus importados de outras unidades. Já as exportações devem permanecer estáveis em 8%.

Os pneus da Dunlop, principal marca da Sumitomo, estão nos modelos Argo (Fiat ), Hilux (por enquanto apenas para os produtos exportados para a Argentina), novo Polo (Volkswagen) e Up! (Volkswagen). Desde dezembro, a empresa agregou mais um veículo ao seu portfólio com o fornecimento também para o novo Polo, da Volks.

O gerente sênior de vendas e marketing, Rodrigo Alonso, sabe que terá de ir atrás de outras montadoras e de novos modelos de veículos entre os atuais clientes. A companhia não dá detalhes sobre sua estratégia comercial, mas um caminho natural seria buscar novos contratos com as montadoras japonesas, como Honda e Nissan, além de aumentar o portfólio de produtos para a Toyota. Globalmente, a Sumitomo atende doze montadoras.

A explicação para essa estimativa tão otimista, segundo Alonso, vem do fato de a companhia, que também é dona da marca de pneus Falken (voltado ao segmento de alta performance), fornecer seus produtos para modelos que estão com boas taxas de crescimento. E quando a venda de carros como o novo Polo e Argo cresce, seus fornecedores, como a Dunlop, pegam carona e também faturam mais.

Paralelamente ao crescimento agressivo no segmento das montadoras e à busca por aumento de participação de mercado no Brasil e nos países da América Latina, a companhia está na reta final de um investimento de R$ 487 milhões, iniciado em 2016, para elevar a produção de pneus para automóveis (a capacidade diária, hoje de 15 mil unidades, aumentará a partir de setembro até chegar a 18 mil em março de 2019).

Caminhões

A empresa também quer ampliar as vendas para o segmento de caminhões, com a produção inicial de 500 unidades por dia a partir do segundo semestre do ano que vem. Atualmente, saem da fábrica paranaense apenas modelos para carros de passeio e SUVs – a capacidade atual é de 15 mil unidades por dia e 5 milhões de unidades produzidas em 2017.

O mercado brasileiro de caminhões foi um dos mais impactados pela queda da atividade econômica nos últimos anos. Alonso exemplifica: “Empresas de frete que usavam dez caminhões hoje em dia deixam seis parados, sobre cavaletes, e usam os pneus nos outros quatro caminhões que estão rodando.”

O executivo, porém, acredita que esse será um segmento que vai se recuperar rapidamente e com vigor. “Quando a retomada da economia começar a se mostrar mais vigorosa e o consumo voltar a crescer, será preciso comprar pneus para esses veículos que ficaram sem rodar. E será aí que poderemos crescer nossas vendas, com o mercado de reposição, além da nossa participação no segmento”, diz.

Presidente da subsidiária brasileira, Shizuma Kubota acredita que, apesar de a operação local ter sentido os impactos de uma economia desacelerada, conseguiu ter um negócio bem-sucedido e que deverá ter resultados ainda melhores, segundo ele, com o consequente aumento de participação de mercado.

A receita líquida da empresa cresceu 4,3% no ano passado. “Nós acreditamos no aumento do consumo brasileiro e esperamos crescer não só com novos negócios, mas tomando mercado da concorrência”, diz o executivo, mostrando animação. A Dunlop, segundo a própria empresa, tem 12,8% do mercado de pneus para carros e cerca de 6% do que é vendido para caminhões no Brasil.

*A repórter viajou a convite da Dunlop


Setor acompanha reação das montadoras

» Dados do terceiro trimestre de 2017 – os mais recentes – mostraram que as vendas de pneus estão em alta. Segundo a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), o crescimento foi de 8,6% na comercialização de pneus nacionais em comparação a igual período de 2016. Já os números consolidados de janeiro a setembro apontam para uma expansão menor, de 2,4%.

» O desempenho reflete o comportamento da indústria automobilística, que nos últimos meses tem mostrado recuperação. As vendas de pneus para as montadoras aumentaram 16,3% no período entre julho e setembro do ano passado. (PP)

Por dentro da Dunlop


Fábrica de Fazenda Rio Grande (PR)

Início das operações    outubro de 2013

Investimento inicial: R$ 750 mi

Tipo de produto: pneus para carros de passeio (PCR), vans, SUVs e caminhões

Julho de 2016: investimento de R$ 487 milhões (instalação de novos equipamentos de produção e criação da fábrica) para a produção local de pneus de caminhões e ônibus (TBR)

Número de funcionários: 1,2 mil, com previsão de aumento para 1,4 mil (com a conclusão das obras de expansão da fábrica de PCR e com o início da operação da nova fábrica, em 2019)

Produção: 15 mil pneus de passeio por dia. Com a ampliação, a previsão é chegar a 18 mil pneus

Principais mercados atendidos 175 lojas credenciadas no Brasil; montadoras (uso em modelos Mobi e Argo, da Fiat, e Up!, da Volkswagen); estrangeiro (exportações para Argentina, para uso no modelo Hilux, da Toyota), além de Chile, Bolívia e Colômbia

Fonte: Empresa

 

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