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Estado de Minas

Pagar à vista ou não, o dilema com as dívidas de todo começo de ano

Para especialistas, quitar tudo, se puder, ainda é o melhor negócio. Se optar por parcelar, que seja de poucas vezes


postado em 13/01/2018 06:00 / atualizado em 13/01/2018 07:58

(foto: Arte/Reprodução )
(foto: Arte/Reprodução )

Pagar à vista sempre que possível, aproveitando os descontos, evitar alongar a dívida em muitas parcelas e passar longe do cheque especial e dos juros de parcelamento dos cartões de crédito.

Empréstimos bancários só se forem consignados, que têm taxas menores. Essas são principais dicas de especialistas em finanças pessoais para quem ainda tem dúvidas se é melhor pagar à vista ou parcelar as despesas de início de ano, como IPVA e IPTU.

“A regra de ouro é: programe-se para pagar sempre à vista com desconto e, se não puder fazê-lo, divida no mínimo de parcelas possíveis. Quando você assume um débito por um longo período, imprevistos e novas despesas acontecem e você estará sem condições de orçamentárias para enfrentá-los”, afirma Erasmo Vieira, consultor financeiro.

Além do IPTU e IPVA,  há a lista de material escolar, uniformes, rescaldo das despesas de Natal e reveillón, férias escolares e a demanda por diversão e viagens.

São muitas contas para um orçamento já apertado, o que fazem deste início de ano um período estressante pelo menos para 69% dos brasileiros, que não têm o hábito de poupar nem de se planejar financeiramente, segundo pesquisa divulgada pelo Banco Central esta semana. “Todo início de ano essas despesas se repetem. Daí a importância de estar atento e se programar”, diz Vieira.

Se os recursos disponíveis neste momento só permitem pagar um dos impostos à vista, é melhor começar pelo IPTU, que oferece desconto de 5% sobre o total ou sobre as parcelas quitadas até o próximo dia 22.

“É um excelente desconto, pois com a queda nas taxas de juros, se esse dinheiro estivesse aplicado, dificilmente obteria esse ganho. Além disso, ao pagar à vista, esse custo sai do seu orçamento”, avalia Vieira.

“Pode parecer pouco em termos de valores, mas quando você soma o desconto, com as reduções que pode obter também no IPVA pelo pagamento à vista, faz diferença”, afirma (veja exemplos no quadro). Se não tem os recursos para quitar os impostos à vista, no caso do IPVA fuja do parcelamento no cartão de crédito.

“Os juros são muito altos e não vale a pena”, observa Vieira. Se cair no cheque especial é proibitivo, pois os juros alcançam dois dígitos ao mês, funcionários públicos e aposentados têm uma outra possibilidade para o pagamento dos impostos: os empréstimos consignados.

“Contrair o empréstimo consignado para o pagamento à vista dos dois impostos pode ser uma boa opção, desde que o empréstimo seja quitado em poucas parcelas. Agora, se a pessoa precisar dividir o pagamento do empréstimo consignado em mais vezes, cuidado para que não comprometer o orçamento lá de 2019”, diz o cosultor.

Para o material escolar, a primeira regra é muita pesquisa: a variação de preços de um mesmo produto alcança até 406%. Além disso, se pagar à vista, peça desconto. Caso contrário, avalie o menor número possível de parcelas para liberar o seu orçamento.

“Lembre-se que fevereiro tem carnaval e março tem o feriado de semana santa. Não vale a pena ficar com o orçamento comprometido com parcelas de tantos pagamentos”, considera Vieira. E para completar, lembra, abril é o mês de acerta as contas com o leão do Imposto de Renda.

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