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Estado de Minas

Consumidores de BH devem gastar R$ 118 milhões em compras na Black Friday

A expectativa é que no país a data gire cerca de R$ 2,2 bilhões em movimentação no e-commerce brasileiro


postado em 08/11/2017 15:03 / atualizado em 08/11/2017 15:19

Comércio de Belo Horizonte se prepara para a Black Friday: cerca de 40% dos consumiodres da capital pretendem comprar nas lojas de rua(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press )
Comércio de Belo Horizonte se prepara para a Black Friday: cerca de 40% dos consumiodres da capital pretendem comprar nas lojas de rua (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press )

Com expectativa de aumento nas vendas de 19% em relação à edição de 2016, a Black Friday já tem dada programada para ser realizada no Brasil: 24 de novembro, uma sexta-feira. O portal blackfriday.com.br, idealizador do evento de desconto no e-commerce brasileiro, estima que a arrecadação deste ano será de R$ 2,2 bilhões, montante recorde.

Levantamento feito pelo site, ao qual o Estado de Minas teve acesso, mostra que, só para Belo Horizonte, a expectativa é de que o volume de compras ultrapasse R$ 118 milhões na edição deste ano.

De acordo com o organizador, o valor foi obtido a partir do histórico das edições anteriores e com base no total de pessoas que acessaram o portal.

“Em outubro, mês que antecede a Black Friday brasileira, o site já registrou um aumento de 37% no número de acessos, comparado ao mesmo período em 2016. Isso reforça a retomada econômica que o país vem vivendo e a expectativa que os consumidores alimentam pela chegada da data”, afirma Ricardo Bove, diretor-geral do blackfriday.com.br.

Apesar da retração econômica e a intenção dos consumidores da capital de usar a maior parte do 13º salário para pagar dívidas, segundo levantamento divulgado na segunda-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), vinculada à UFMG, a expectativa de recorde nas vendas para a Black Friday é acompanhada de valor médio de compras alto.

Após fazer questionário on-line com 1,8 mil internautas em outubro, foi apurado que 59% dos entrevistados têm intenção de gastar mais de R$ 1 mil nas compras.

A intenção de gastar muito, segundo Ricardo Bove, está na expectativa que o consumidor cria em relação a data. Desde de 2011 o comércio brasileiro entrou na onda dos superdescontos já praticados principalmente nos Estados Unidos.

“Essa é uma data em que as pessoas esperam por descontos maiores. Geralmente, os consumidores preferem produtos com preço mais elevados, como eletrodomésticos e eletroeletrônicos”, afirmou.

Os celulares e smartphones aparecem no topo da lista de intenções de compra, com 48%. Na sequência, estão os eletrodomésticos (35%); TV e vídeo (33%); produtos de informática e tablets (26%); eletroportáteis (19%); móveis e decoração (19%); moda (17%); beleza (12%); games (15%); e viagens (13%).

Estabilidade


Desde que começou a ser realizada no Brasil, em 2011, a megapromoção vinha dobrando de tamanho ano a ano, até 2016. Para este ano, a previsão é menor, mas isso não seria reflexo do desalento dos consumidores.

“A palavra para o momento é estabilização. Primeiro teve crescimento fora da curva, porque era uma novidade e teve adesão do público consumidor. É natural que depois de certo tempo esse crescimento anual não passasse de 100%”, avalia Bove.

Se para a maioria a preferência será por compras acima de R$ 1 mil, as compras de mais de R$ 500 aparecem em segundo lugar, com 23%. Já 13% pretendem comprar produtos a partir de R$ 50. As principais formas de pagamentos serão o cartão de crédito (72%) e o boleto bancário (19%).

Os internautas também indicaram critérios que utilizam na hora de comprar online. São eles: preço (92%), confiança na loja (63%), custo do frete (41%), marca (33%) e oportunidade (32%).

Sobre as frequentes queixas dos consumidores sobre manobras dos comerciantes que acabam elevando os preços pouco antes do dia de ofertar os descontos e na data apenas retornam com o preço original, o diretor-geral do blackfriday.com.br acredita que o momento é de amadurecimento.

Para ele, tanto comerciantes quanto consumidores ficaram mais atentos a essa prática abusiva. Ele aponta que o nível de reclamação em sites especializados demonstra essa mudança de postura.

Dicas


Ele dá algumas dicas. Entre elas está se preparar para fazer as compras e não deixar apenas para o dia. “O ideal é os consumidores fazerem suas listas com os produtos que querem comprar e ir monitorando. Assim, no dia ele vai poder identificar uma boa oferta quando se deparar com ela. Muitas vezes se ele deixa para pesquisar na hora acaba perdendo a oferta”, orienta.

Outro ponto, segundo Ricardo Bove, é entrar nos sites ao longo do mês. “Muitos lojistas têm disponibilizado ofertas antes do dia 24. Durante todo o mês ocorrem promoções”, diz.

Ainda de acordo com a pesquisa feita pelo site com os internautas, 66% dos consumidores afirmam que parcelaram suas compras no ano passado. “Esse dado reflete o ano difícil que foi 2016. No entanto, já estamos observando uma melhora”, destaca Bove.

Lojas de rua


Pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) apontou que os belo-horizontinos planejam gastar, em média, R$ 169,93 por produto durante a Black Friday.

A maior parte das pessoas que pretendem consumir (28,4%), porém, tem a intenção de gastar acima de R$ 500. Este valor mais alto é explicado pelos itens que serão adquiridos, como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis. A pesquisa foi feita entre 2 e 18 de outubro, com 200 pessoas.

As compras serão feitas preferencialmente nas lojas de rua (41,14%), mas somados aos que pretendem ir aos shoppings, 74m4% vão fazer suas compras em lojas físicas. Já os consumidores, que preferem utilizar o comércio virtual para realizar suas compras, correspondem a 25,6%.

Os jovens (18 a 24 anos) são os que mais vão utilizar a internet (35,8%), junto com as pessoas de 25 a 34 anos, os jovens-adultos, com 29,6%.

Com agência

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