Publicidade

Estado de Minas

Pesquisa da UFMG revela destino do 13º salário em 2017

Pagar contas atrasadas e quitar dívidas serão prioridades para 25% dos entrevistados


postado em 07/11/2017 06:00 / atualizado em 07/11/2017 08:16

Os recursos do 13º salário, que deve começar a cair nas contas dos trabalhadores no fim do mês, já tem destino certo para a maioria deles em Belo Horizonte. De acordo com pesquisa divulgada ontem pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), vinculada à UFMG, pagar contas atrasadas e quitar dívidas serão prioridades para 25% dos entrevistados. Logo na sequência, o pensamento no futuro foi apontado por 23,5% dos trabalhadores que pretende poupar para outros fins.



Por outro lado, a pesquisa mensal do Ipead mostra que o custo de vida médio em Belo Horizonte, medido pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), aumentou 0,29 em outubro. O principal vilão foi a conta de energia elétrica, que apresentou elevação média de 4,76% no período, e ultrapassou até mesmo os combustíveis, que vinham sendo os responsáveis por impactar os orçamentos. Os itens de vestuários subiram 1,36%, seguidos de saúde e cuidados pessoais, com alta de 1,12%. As altas foram contrabalançadas com queda de 10,34% do preço do peito de frango, produto que mais impactou para segurar os preços, seguido por excursões, cujos preços sobreram redução de 9,70%.


O custo da cesta básica calculada em outubro na capital mineira está 12,36% menor que o apurado em outubro de 2016. Na comparação com setembro, a alta registrada foi de 0,99%. A batata do tipo inglesa foi a maior responsável por essa elevação, com variação de preços de 20,97% no mês passado. O valor da cesta foi R$ 384,15.


Segundo a coordenadora de pesquisas da Fundação Ipead, Thaize Martins, a tendência de queda e controle dos preços observados atualmente reflete também os aumentos exorbitantes que praticados principalmente nos anos anteriores, e que foram incorporados aos valores cobrados por produtos e serviços. “As altas dos preços nos anos de 2015 e 2016 foram incorporados aos preços. Diante disso, se novos aumentos forem incluídos nos produtos isso resulta também em perda de mercado e isso não é bom para os comerciantes também”, comenta. Apesar disso, o IPCA acumulado nos últimos 12 meses subiu 3,85%, variação inferior ao centro da meta de inflação para o ano, estipulada pelo Banco Central, que é de 4,50%.

Confiança Embora o levantamento de dados da Fundação Ipead tenha mostrado um consumidor cauteloso nos gastos, como o Natal pede um agrado à familiares e amigos, fazer compras foi o terceiro item mais citado na pesquisa sobre o uso do 13º salário, sendo a prioridade para 12,4% dos que têm direito ao benefício. As respostas compõem o Índice de Confiança do Consumidor, com base nas entrevistas feitas com 210 consumidores que têm o hábito de comprar em BH.


No ano passado, a intenção de realizar gastos com o 13º salário estava na sétima colocação entre os trabalhadores da capital, segundo a mesma pesquisa. Para Traize Martins, esse resultado indica a melhora no humor dos belo-horizontinos em relação às compras do fim de ano. “É uma característica interessante, tanto para consumidores quanto lojistas. Apesar de a percepção ainda não ter atingido o índice para sair do pessimismo, mas já demonstra bom humor”, analisa.


De acordo com o levantamento da Fundação Ipead, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de outubro alcançou 36,32 pontos, classificados na escala de pessimismo. A partir de 50 pontos o índice aponta otimismo. Apesar disso, a medição demonstra alta de 3,27% no mês. Dos itens que compõe o ICC, emprego foi o que teve a maior alta (22,54%), sendo que apenas a situação financeira da família e a pretensão de compra não tiveram melhora nos indicadores.

 

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade