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Estado de Minas

Comerciantes em BH estão mais otimistas, diz pesquisa

Apesar de superar a série histórica do período nos últimos dois anos, o nível de confiança ainda está aquém do esperado


postado em 25/07/2017 11:20 / atualizado em 25/07/2017 11:48

(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Os empresários responsáveis pelo comércio, em Belo Horizonte, estão mais otimistas. É o que aponta  pesquisa, divulgada nesta terça-feira, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG). 

Depois de dois anos em baixa, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Idec) atingiu  92,5 pontos em julho deste ano.

O resultado é cerca de 20 pontos percentuais (p.p.) maior que os números dos dois anos anteriores para o mesmo mês. No período comparado, a confiança do empresariado  do setor era de  72 pontos e 72,5, em  2016 e 2015, respectivamente.

Apesar de superar a série histórica do período nos últimos dois anos, o nível de confiança ainda está abaixo do patamar de neutralidade. O Icec, divulgado pela Fecomércio MG, tem como parâmetro pontuações de 0 a 200, sendo 100 o nível de neutralidade.

 A pesquisa se baseia nos dados coletados mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), compilados e analisados para a capital mineira. O trabalho de campo é realizado nos últimos dez dias do mês anterior à pesquisa – neste caso, junho.

Recuo


O economista da Federação, Guilherme Almeida, destaca que o levantamento de julho aponta recuo do índice de confiança, quando comparado aos indicadores registrados entre março e maio deste ano.

“Em maio, a confiança chegou a 98 pontos. A queda nas duas últimas análises – junho e julho – está amparada em fatores econômicos, como a alta taxa de desemprego e a baixa demanda familiar, além da crise política, que afeta diretamente as perspectivas do empresariado”, disse.

O Icec é subdividido em outros três indicadores: o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec) e o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec).

Em julho, o Icaec atingiu o valor de 62,2 pontos. Nesse cenário, empresas de maior porte (com mais de 50 empregados) mostraram maior satisfação com as condições atuais da economia brasileira para o comércio.

O Ieec, que aponta as expectativas empresariais, retraiu 0,4 ponto em relação a junho. Em julho, o índice chegou a 132,8 ante 133,2 do mês anterior.

Apesar de apontar que os empresários estão menos otimistas com o futuro econômico do país, o indicador ainda se mantém no nível de confiança.

O Iiec, parâmetro para o nível de intenções de investimento, também recuou no mesmo período, atingindo 82,6 pontos. No estudo anterior, o índice estava em 86,4, o que representa queda de 3,8 pontos.

O Icec busca medir a percepção que o empresariado do comércio tem do momento atual e do futuro de seus negócios.

“O índice e seus subindicadores ajudam a mostrar a visão de pequenos, médios e grandes empresários sobre o setor. Independentemente do porte, o estudo pode subsidiar o planejamento do comércio, permitindo a adoção de ações futuras”,  explica Almeida. (Com informações do Fecomércio)


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