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Estado de Minas

Prestador de serviços reage, mas ainda acumula perdas

Setor teve queda de 3,4% em junho, frente ao mesmo mês do ano passado, sob pressão da da demanda menor das famílias, diante da renda apertada e do desemprego alto no país


postado em 12/08/2016 00:12 / atualizado em 12/08/2016 07:44

Rio de Janeiro – A queda de 3,4% do volume de serviços prestados no Brasil em junho, ante idêntico mês do ano passado, mostrou a menor intensidade nesta base de comparação desde junho de 2015 (veja a arte), mas está longe de representar melhora do indicador.  O aumento do desemprego e a redução do poder aquisitivo da população estão prejudicando drasticamente as empresas de serviços prestados a famílias, segmento importante da atividade. A avaliação é de Roberto Saldanha, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela pesquisa sobre o comportamento do setor divulgada ontem.

As empresas de Minas Gerais registraram, em média, variações negativas de 0,6% na passagem de maio para junho e de 4,6% no mês analisado frente a junho de 2015. A retração no Brasil de 7,5% no segmento destinado a atender as famílias, especialmente o de alimentação e alojamento, em junho sobre junho de 2015, foi a maior desde agosto de 2015, quando o tombo foi de 8,2%. “Os serviços prestados a famílias continuam em queda, pois são sensíveis ao desemprego e (à queda no) poder aquisitivo das famílias”, afirmou Saldanha.


Esses serviços representam 4% no total das atividades medidas pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, informou Saldanha. Aí estão incluídos serviços como hotelaria, bares e restaurantes. Os serviços de informação e comunicação (cerca de 35%) e transportes e correio (30%) são os mais relevantes para o levantamento de dados. Embora destinem uma parcela de sua atividade para as famílias, esses segmentos respondem sobretudo à demanda de outras empresas, explicou Saldanha.

(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)


O recuo menor, ante 2015, na demanda total de serviços na passagem de maio para junho é sinal de melhora, de acordo com o especialista do IBGE. Mais cedo, o órgão informou que o volume de serviços prestados recuou 3,4% em junho na comparação com junho de 2015. Em maio, a queda havia sido de 6,1% e, em abril, de 4,8%, sempre na mesma base de comparação.


“Houve melhora na indústria e isso reflete nos serviços”, disse Saldanha, lembrando que a produção industrial também viu sua queda desacelerar na passagem de maio, de 7,8%, para junho (-6,0%), em relação aos mesmos meses ao ano passado. Saldanha destacou, ainda, que a queda de 3,4% em junho ante igual mês do ano passado é a menor, nas comparações de um mês contra igual mês do ano anterior, desde agosto de 2015, quando o recuo foi de 3,5%.


O IBGE também divulgou variações trimestrais e semestrais para o volume de serviços prestados. No segundo trimestre ante o primeiro, a queda foi de 1,2%. Já na comparação com o segundo trimestre de 2015, o recuo foi de 4,7%. Além disso, no primeiro semestre de 2016 perante o segundo semestre de 2015,  houve redução de 2,8%.


PRESSÃO GERAL


Quando analisado o desempenho do setor de serviços por região do Brasil, frente a maio, 13 unidades da federação apresentaram queda no volume de serviços prestados pelas empresas e outros 13 tiveram crescimento. As maiores variações positivas foram registradas no Rio Grande do Norte (3%), Paraíba (2,8%) e Alagoas (2,6%). As principais variações negativas foram observadas no Amazonas (3,6%), Roraima (3%) e Rondônia (2,6%).


Vistos na análise sobre junho do ano passado, apenas quatro unidades da federação apresentaram variações positivas: Acre (12,3%), Roraima (7,1%), Distrito Federal (4,9%) e Tocantins (3,1%). As maiores variações negativas foram registradas no Amazonas (15,1%), Amapá (14,8%) e Mato Grosso (13,1%).


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