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Estado de Minas

Governo de Minas anuncia novas rotas de voos para o interior

Doze municípios de Minas contarão, a partir de agosto, com voos diretos para o aeroporto da Pampulha, em aeronaves de baixo custo fretadas para transporte de passageiros e cargas


postado em 20/07/2016 06:00 / atualizado em 20/07/2016 07:40


A partir da segunda quinzena de agosto, 12 municípios de Minas Gerais terão voos diretos para Belo Horizonte. O Projeto de Integração Regional de Minas Gerais Modal Aéreo (Pirma) do governo do estado escolheu Curvelo, Diamantina, Divinópolis, Juiz de Fora, Muriaé, Patos de Minas, Ponte Nova, São João del-Rei, Teófilo Otoni, Ubá, Varginha e Viçosa para integrar a primeira fase da iniciativa. Ao todo, serão 60 voos semanais dessas cidades até o aeroporto da Pampulha, na capital.

O governo de Minas vai assumir o custo operacional da operação para viabilizar a medida. De acordo com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), que, com a Secretaria de Transportes e Obras Públicas (Setop), é responsável pela implementação do projeto, uma pesquisa de mercado verificou a aceitação do emprego de aviões monomotores de baixo custo operacional – Cessna Grand Caravan 208 B – para ofertar o serviço de transporte de passageiros e de carga. Foram ouvidas 2.100 pessoas em 31 municípios.


A escolha das cidades foi feita seguindo o critério de municípios que apresentavam demanda, mas que não tinham rotas operadas pela aviação regular. Outro requisito observado foi a capacidade financeira da população em função do valor das tarifas. As passagens serão vendidas via site (www.voeminasgerais.com.br) e por aplicativos para tablets e smartphones. Cada voo cobrirá em média 200km e custará em R$ 300 por passageiro, em média.


Juiz de Fora, na Zona da Mata, é a cidade que terá o maior número de voos semanais. Serão 11 partidas sentido BH e o mesmo número de chegadas de voos da capital por semana. Divinópolis, São João del-Rei e Curvelo também terão voos todos os dias. Diamantina terá três voos semanais, enquanto Ponte Nova, Ubá e Muriaé terão apenas dois. A operação ocorre somente em dias úteis para todas as cidades.


Segundo o presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco, a ideia não é criar um modelo de competição com a aviação comercial tradicional, mas “complementá-la”. “Nosso objetivo não é competir com a aviação comercial tradicional, mas criar um modelo sólido e viável para complementá-la, usando empresas privadas e a infraestrutura aeroportuária já instalada”, diz. Já o secretário de Transportes e Obras Públicas, Murilo Valadares, considera que o investimento, associado a ações nos aeroportos regionais, serve para reestruturar a rede de aviação regional. “A alavancagem de investimentos em infraestrutura é fundamental para que Minas Gerais volte a crescer, fixando empresas e mão de obra qualificada”, afirmou Valadares.


A empresa que vai operar os voos é a Two Táxi Aéreo Ltda. vencedora da licitação no modelo de ata de registro de preços, em que são descritos todos os gastos, que são ressarcidos pelo contratante, no caso, o governo de Minas. A empresa opera desde 2001 aviões Cessna Grand Caravan. Cada aeronave que vai operar o trecho tem capacidade para até nove pessoas, conforme regulamentação da Agência Nacional de Aviação (Anac). Se o projeto conseguir se viabilizar, a expectativa é de que, em breve, outras cidades sejam incluídas no projeto. O governo não informou o prazo de avaliação para definição da entrada de novos municípios no projeto, nem o investimento feito pelo estado.

 

Enquanto isso...

 

...grandes aéreas têm retração

 

A demanda por transporte aéreo doméstico registrou, em junho, queda de 5,87% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados ontem pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que compila as estatísticas das associadas Avianca, Azul, Gol e Latam, responsáveis por 99% do mercado aéreo brasileiro. A entidade destacou que é a 11ª queda mensal consecutiva na demanda doméstica e o pior resultado para o mês, em termos absolutos, desde 2012. O comportamento da demanda foi acompanhado pela oferta, que apresentou retração mais expressiva, de 6,4% no mês. Com isso, houve leve melhora no fator de aproveitamento dos voos, de 0,44 ponto percentual, para 78,19%. O volume de passageiros transportados no mês foi de 6,803 milhões, número 7,03% abaixo do anotado em igual período de 2015. Entre as companhias aéreas, a Gol liderou o mercado doméstico, com 36,42% de participação; em seguida vem a Latam, com 34,96%; a Azul, com 17,15%; e a Avianca, com 11,48%. Com o resultado de junho, no acumulado em seis meses, a demanda doméstica recua 6,62%, ante igual mês de 2015.

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