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Estado de Minas

Revista nos aeroportos mais rígida engrossa filas; Anac pede colaboração

Atraso e cancelamento de voos foram registrados em vários terminais no dia da mudança dos procedimentos. Em Confins, não houve transtorno, mas passageiros reclamam agilidade


postado em 19/07/2016 06:00 / atualizado em 19/07/2016 07:57

Terminal da Grande BH teve filas longas, que, segundo a Anac, o passageiro deve evitar chegando mais cedo(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
Terminal da Grande BH teve filas longas, que, segundo a Anac, o passageiro deve evitar chegando mais cedo (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

O atraso provocado pelo maior rigor nos procedimentos para embarcar em aeroportos levou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a recomendar que passageiros cheguem aos terminais com duas horas de antecedência. Ontem, primeiro dia em que as novas regras de inspeção de voos domésticos começaram a valer, houve tumulto, voos atrasados e filas nos principais aeroportos do país. Os procedimentos, que incluem revista e inspeção de bagagens, antecedem a Olimpíada Rio'2016, mas, segundo a Anac, não têm relação com o evento e serão permanentes.

Em Congonhas (SP), onde houve maior reflexo, 14 voos atrasaram e um foi cancelado. No aeroporto de Santos Dumont, quatro voos foram cancelados. Em Confins, na Grande Belo Horizonte, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves teve um dia tranquilo, sem destaques. No entanto, passageiros ouvidos pelo Estado de Minas pedem agilidade e reforço na infraestrutura dos serviços. A Anac acompanha a situação dos terminais e, frente aos problemas ocorridos ontem, passou a orientar que passageiros cheguem ao embarque duas horas antes, sendo que o recomendado até então para voos domésticos era uma hora de antecedência.

Em nota, a agência reguladora lamentou o incômodo provocado em alguns terminais e pediu a compreensão dos passageiros, com a justificativa de que a maior rigidez das normas melhora a segurança nos aeroportos. A Anac sugere àqueles que embarcarem com notebooks retirar o equipamento da bagagem de mão, assim como cintos, relógios e objetos metálicos antes da passagem pelo raio X, para agilizar o processo. Antes do início das novas regras, as empresas aéreas haviam recomendado a apresentação para o check-in com pelo menos 1h30 antes do horário de saída do voo.

PROCEDIMENTOS Entre as mudanças, está a retirada de notebook da bagagem de mão – até então a medida era adotada apenas para voos internacionais – e abertura da bagagem de mão. Na revista física aleatória, o passageiro passa a ser revistado por um Agente de Proteção da Aviação Civil (Apac) do mesmo sexo, independente do disparo do alarme do equipamento de raio x. A inspeção manual aleatória de pertences de mão também poderá ser solicitada ao passageiro. Esses procedimentos, segundo a Anac, já são adotados e padronizados internacionalmente.

Segundo informações da Anac, não há ligação dos novos procedimentos com a Olimpíada e as medidas estão sendo adotadas em função de uma atualização normativa, para melhora da segurança do transporte aéreo. O passageiro que se recusar a passar por qualquer um dos procedimentos terá o acesso à área de embarque proibido e todos, inclusive, crianças e passageiros com necessidade de assistência especial, poderão passar por revista.

Embora acenda o alerta quanto a uma possível demora no embarque, a medida é bem avaliada pelos passageiros. Para a aposentada Dirce Jorgensen e o marido Richardt Kronholm, as mudanças são necessárias. "A medida visando a segurança do passageiro é válida. Especialmente nessa época, quando convivemos com várias ameaças de terrorismo", disse.

Isis Paganoto e Rodrigo Aquino sugerem investimento na automação do serviço como alternativa de aperfeiçoar processo(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
Isis Paganoto e Rodrigo Aquino sugerem investimento na automação do serviço como alternativa de aperfeiçoar processo (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

O professor universitário Vanrochris Vieira e o biomédico Heitor Coutinho, que embarcaram ontem em Confins para Recife, avaliaram a medida como positiva em um momento de atenção sobre o país, mas acreditam que a fiscalização precisa estar bem organizada para funcionar. “Tendo em vista o que aconteceu recentemente na França, ficamos apreensivos. Acredito que é válido, mas precisamos de mais guichês e mais opções de atendimento para não demorar”, ponderou.

O casal Isis Paganoto e Rodrigo Aquino, que viajava em lua de mel para Porto de Galinhas, também considera que a medida é necessária. Eles temem, no entanto, reflexos em outras áreas e serviços do aeroporto. “O avião não vai esperar”, disse a assistente administrativo. “E esse processo (novos procedimentos de inspeção) pode atrapalhar o ir e vir, acarretando fracasso da operação, com voos atrasados e pessoas perdendo compromissos. Uma gestão de processo com automatização do serviço pode ser alternativa para que essa medida funcione melhor", comentou.


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