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Estado de Minas

Preço do feijão dispara e encarece pratos típicos brasileiros

Alimento ficou 33,49% mais caro até maio e 41,62% mais caro nos últimos 12 meses. Fenômeno do El Niño é o principal motivo para redução na produção do grão.


postado em 14/06/2016 15:12 / atualizado em 14/06/2016 16:35

Essencial no prato mais tradicional da culinária brasileira, o feijão subiu mais de 30% nos primeiros meses deste ano e se tornou um peso no bolso dos consumidores. De acordo com o IBGE, que mede a variação nas capitais, o preço do feijão subiu 33,49% no ano até maio e 41,62% em 12 meses. Outra pesquisa, da auditoria de varejo da GfK, que coleta preços em pequenos e médios supermercados em 21 cidades do paí, o feijão subiu 28%.

O aumento foi motivado por problemas climáticos, decorrentes do fenômeno El Niño, que afetaram a safra do Rio Grande do Sul, maior produtor do país, e também prejudicaram as lavouras de Uruguai e Argentina. Em 2016, os produtores gaúchos colheram 7,4 milhões de toneladas, com uma redução de 16% em relação à safra do ano passado.

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), entidade que representa a cadeia produtiva do grão, em algumas regiões o quilo do feijão chega a R$ 20 no varejo. O valor salgado do alimento típico brasileiro virou motivo de piadas e memes nas redes sociais. Entre os memes há o transporte de feijões em carro-forte, um só grão em um prato cheio de arroz e até mesmo afirmar que deixar o dente sujo com feijão após o almoço não é vergonha, mas ostentação.

Além do feijão com arroz, principal prato em todas as regiões do país, o grão é o principal ingrediente em outro prato tradicional da culinária mineira: o feijão tropeiro. Em janeiro, a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) alertou que as chuvas constantes registradas em janeiro afetaram a primeira safra do feijão em Minas, com perdas próximas a 40% na produtividade.

Segundo o presidente do IBRAF, Marcelo Eduardo Luders, uma série de fatores levaram a alta do preço do feijão. “A falta de reajuste do preço mínimo, o preço atraente de commodities como soja e milho, que tem risco de produção menor diante da perspectiva do El Niño, além da seca que acabou atingindo o segundo e terceiro estado que mais produzem feijão, que são Minas Gerais e Bahia”, avaliou Luders. Segundo ele o abastecimento do feijão só deve se regularizar no início de 2017.


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