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Estado de Minas

Desemprego cresce e derruba salários

Crise faz desocupação passar de 10% no trimestre e leva massa de rendimento a cair 4,1% e retroceder três anos


postado em 30/04/2016 00:12

Rio de Janeiro – A taxa de desocupação no Brasil ficou em 10,9% no primeiro trimestre de 2016, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do maior resultado já registrado na série da pesquisa, iniciada no primeiro trimestre de 2012. No quarto trimestre do ano passado, a taxa de desemprego medida pela pesquisa estava em 9%. Nos primeiros três meses de 2015, o resultado foi de 7,9%.


O aumento das demissões e as reduções salariais provocadas pela crise já levaram ao retrocesso de três anos no nível da massa de rendimento dos trabalhadores, afirmou o coordenador de Trabalho de Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. No primeiro trimestre deste ano, a massa de rendimentos somou
R$ 173,45 bilhões, queda de 4,1% ante igual período de 2015. “Isso já significa retrocesso de três anos na massa de rendimento”, afirmou.


Massa de rendimento nesse patamar foi observada pela última vez no segundo trimestre de 2013, de acordo com os dados da Pnad Contínua. O pico ocorreu no trimestre até janeiro de 2015, aos R$ 182,2 bilhões. O dado representa a soma dos rendimentos de todos os trabalhadores. Já a renda média real do trabalhador foi de R$ 1.966 no primeiro trimestre de 2016. O valor representa queda de 3,2% ante igual período do ano passado. Já na comparação com o quarto trimestre de 2015, houve avanço de 0,3%.


Além da queda na renda, o número de trabalhadores no Brasil está diminuindo, e o país já tem 11,089 milhões de desocupados, recorde na série iniciada em 2012. Em apenas um ano, 1,384 milhão de pessoas perderam o emprego, o que contribui para a retração na massa de rendimentos, com consequente perda no poder de compra dos brasileiros. O número de desocupados cresceu em todos os confrontos. Ante os três primeiros meses de 2015, a alta foi de 39,8%, o que significa 3,155 milhões de pessoas a mais na fila por uma vaga. Na comparação com o quarto trimestre, a alta foi de 22,2%. Apenas na passagem do trimestre, 2,016 milhões de brasileiros engrossaram a busca por trabalho.


Enquanto a procura aumenta, a disponibilidade de vagas diminui. O Brasil fechou 1,384 milhão de vagas no primeiro trimestre de 2016 ante igual período de 2015, queda de 1,5% no período. No confronto com o quarto trimestre do ano passado, o baque foi ainda maior, com extinção de 1,606 milhão de postos, recuo de 1,7%. “A população ocupada caiu além do que costuma cair nesta época”, afirmou Cimar Azeredo.

Números ruins
e preocupantes

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, avaliou que os números da Pnad Contínua são “ruins e causam preocupação”. “Os números não são bons, são ruins e causam enorme preocupação. Temos que reverter esses números e estamos trabalhando para isso”, disse ontem. Segundo ele, para que a situação atual do mercado de trabalho melhore, é “fundamental, em definitivo, encerrar essa artificial crise política construída por golpistas que buscam sabotar a capacidade de trabalho do governo.” “Isso cria instabilidade política, que faz mal ao Brasil, à nossa economia, e o emprego depende da economia”, ressaltou.


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