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Estado de Minas

Taxa de desemprego sobe para 6,9% em janeiro na Grande BH, mostra IBGE

É o pior resultado para os meses de janeiro desde os 8,4% de 2007. No país, a desocupação subiu para para 7,6%


postado em 25/02/2016 09:38 / atualizado em 25/02/2016 12:14

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Região Metropolitana de Belo Horizonte subiu para 6,9% em janeiro. Em dezembro, o índice havia atingido 5,9% e no primeiro mês de 2014, 4,1%. É o pior resultado para os meses de janeiro desde os 8,4% de janeiro de 2007. A média nas seis regiões foi de 7,6%, superior às verificadas em dezembro de 2015 (6,9%) e em e janeiro de 2015 (5,3%), sendo o pior resultado para o mês desde janeiro de 2009 (8,2%).


Segundo o analista do IBGE em Minas, Antonio Braz de Oliveira e Silva, a queda na renda e o aumento no custo de vida estão levando mais pessoas a somarem-se às filas de quem busca emprego sem encontrá-lo. "Está caindo a ocupação e aumentando a desocupação, o que não acontecia desde o final de 2014", disse.

Na Grande BH, a população desocupada, estimada em 172 mil pessoas, teve crescimento no mês (17,2%) e no ano (63,9%). No país, a taxa chegou a 1,9 milhão, com crescimento em ambas as comparações: 8,4% (mais 146 mil pessoas) frente a dezembro último e 42,7% em relação a janeiro de 2015 (mais 562 mil pessoas em busca de trabalho). Já a população ocupada recuou para 23 milhões. A queda foi de 1% em janeiro ante dezembro do ano passado, 230 mil postos extintos. Na comparação com janeiro de 2015, a queda na ocupação foi de 2,7%, 643 mil funcionários dispensados. Já o número de pessoas com carteira de trabalho assinada ficou estável em janeiro (11,6 milhões), embora tenha caído 2,8% (menos 336 mil pessoas) em relação a janeiro de 2015.

Setores

A indústria foi o setor, entre os sete acompanhados pelo IBGE, que mais cortou empregos em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em um ano, foram mais de 76 mil vagas fechadas. Também houve redução da ocupação nos serviços prestados à empresas, com corte de 52 mil vagas em um ano, na atividade educação, saúde administração pública (-22 mil postos) e na construção civil (-18 mil postos). Em contrapartida, o comércio registrou aumento de 29 mil vagas, contrariando um movimento sazonal de dispensa de empregados temporários nessa época do ano - além dos serviços domésticos, com 8 mil postos a mais. "Com isso, não é possível dizer que a taxa de desemprego tenha aumentado em janeiro ante dezembro por causa da demissão de trabalhadores temporários", observou Antônio Braz.

No país, houve estabilidade em quase todos os setores de dezembro de 2015 para janeiro de 2016. As exceções foram educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade, que fecharam janeiro último com queda de 2,8% (111 mil pessoas), em relação a dezembro de 2015; e serviços domésticos, que fechou o mês passado com queda de 6,4% (93 mil pessoas), na mesma base de comparação.

Já em relação a janeiro de 2015, a população ocupada caiu 8,5% (menos 298 mil pessoas) na indústria e em outros serviços (-3,4%, 155 mil pessoas). Os demais grupamentos, segundo o IBGE, “não apresentaram variação estatisticamente significativa”.

Renda Além da queda no número de empregados, também diminuiu o rendimento médio do trabalhador. Na Grande BH, o salário foi estimado em R$ 2006,70 em janeiro de 2016, alta de 0,5% frente a dezembro e queda significativa de 9,4% no ano.

A atividade educação, saúde administração pública foi a que registrou a maior queda no rendimento médio real dos trabalhadores. Os empregados desse setor estão recebendo 12,1% menos do que no ano anterior, enquanto os da indústria tiveram perda de 9,3% na renda.


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