
Os produtos que tiveram as maiores altas em outubro foram o tomate (18,01%), o açúcar (14,38%) e o arroz (7,26%). Na variação em 12 meses, algumas mercadorias registraram altas de dois dígitos, caso da batata (70,90%), do açúcar (36,89%), e do feijão (34,15%).
País Das 18 capitais pesquisadas pelo Dieese, 9 apresentaram aumento do preço do conjunto de bens alimentícios, em outubro. As maiores altas ocorreram em Brasília (2,10%), Natal (0,97%) e Aracaju (0,93%). Já as quedas mais expressivas foram apuradas nas cidades do Sul – Curitiba (-1,85%), Porto Alegre (-1,27%) e Florianópolis (-1,21%).
A capital com maior custo da cesta básica foi São Paulo (R$ 382,13), seguida de Porto Alegre (R$ 380,80), Florianópolis (R$ 378,45) e Rio de Janeiro (R$ 359,66). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 282,87), Natal (R$ 285,47) e Recife (R$ 297,78).
Salário mínimo
O Dieese calcula ainda, com base no total apurado para a cesta mais cara, o valor do salário mínimo necessário para suprir as necessidades básicas de uma família. No levantamento de outubro, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.210,28, o que equivale a 4,07 vezes o mínimo atual, que é de R$ 788,00.
Em outubro do ano passado, segundo cálculos da entidade, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.967,07, que representava 4,10 vezes o salário mínimo da época, que era de R$ 724,00.
