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Estado de Minas

Preço médio da cesta básica chega a R$ 338,61 em BH, diz Dieese

Custo subiu 0,12% em outubro e acumula alta de 10,12% em 12 meses. Valor representa 46,71% do salário mínimo


postado em 04/11/2015 11:29 / atualizado em 04/11/2015 11:44

O tomate foi o produto que registrou a maior alta: 18,01% na passagem de setembro para outubro (foto: Beto Magalhaes/EM/D.A Press)
O tomate foi o produto que registrou a maior alta: 18,01% na passagem de setembro para outubro (foto: Beto Magalhaes/EM/D.A Press)
O preço médio da cesta básica belo-horizontina subiu 0,12% na passagem de setembro para outubro, aponta pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta quarta-feira. No período, o preço médio do conjunto de produtos pesquisados passou para R$ 338,61, o correspondente a 46,71% do salário mínimo de outubro. Com o resultado, o valor da cesta básica acumula alta de 10,12% nos últimos 12 meses.

Os produtos que tiveram as maiores altas em outubro foram o tomate (18,01%), o açúcar (14,38%) e o arroz (7,26%). Na variação em 12 meses, algumas mercadorias registraram altas de dois dígitos, caso da batata (70,90%), do açúcar (36,89%), e do feijão (34,15%).

País Das 18 capitais pesquisadas pelo Dieese, 9 apresentaram aumento do preço do conjunto de bens alimentícios, em outubro. As maiores altas ocorreram em Brasília (2,10%), Natal (0,97%) e Aracaju (0,93%). Já as quedas mais expressivas foram apuradas nas cidades do Sul – Curitiba (-1,85%), Porto Alegre (-1,27%) e Florianópolis (-1,21%).

A capital com maior custo da cesta básica foi São Paulo (R$ 382,13), seguida de Porto Alegre (R$ 380,80), Florianópolis (R$ 378,45) e Rio de Janeiro (R$ 359,66). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 282,87), Natal (R$ 285,47) e Recife (R$ 297,78).

Salário mínimo

O Dieese calcula ainda, com base no total apurado para a cesta mais cara, o valor do salário mínimo necessário para suprir as necessidades básicas de uma família. No levantamento de outubro, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.210,28, o que equivale a 4,07 vezes o mínimo atual, que é de R$ 788,00.

Em outubro do ano passado, segundo cálculos da entidade, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.967,07, que representava 4,10 vezes o salário mínimo da época, que era de R$ 724,00.


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