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Estado de Minas

Petroleiros da Regap fazem greve de 24 horas contra venda de ativos da Petrobras

Paralisação afeta atividades em unidades operacionais de 11 estados do país, conforme informações dos sindicatos


postado em 24/07/2015 07:34 / atualizado em 24/07/2015 13:47

Trabalhadores da Petrobras cruzaram os braços nesta sexta-feira para protestar contra a venda de ativos da Petrobras e as mudanças no modelo de exploração do pré-sal. A paralisação afeta as atividades em unidades operacionais de 11 estados do país, conforme informações dos sindicatos. Sem as equipes especializadas, as operações são realizadas por funcionários substitutos, entre administrativos e terceirizados. O movimento tem adesão de outras categorias, como metalúrgicos, afetados pelos cortes de investimentos decorrentes da crise na estatal.

Em Minas Gerais, a mobilização começou à zero hora com grande concentração de trabalhadores na portaria da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Grande BH, com o apoio dos movimentos sociais, além de manifestação e panfletagem na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte. Ainda no estado, a Termelétrica Aureliano Chaves e a Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro foram bloqueadas pelos grevistas, impedindo a troca de turnos.


O objetivo das manifestações é criticar o programa de desinvestimentos da estatal, estimado em US$ 57,7 bilhões até 2018, conforme informações da Federação Única dos Petroleiros (FUP), entidade que reúne diversos sindicatos regionais e é ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Segundo a federação, a greve quer impedir a retirada de milhares de postos de trabalho caso a Petrobras ponha em prática o seu novo Plano de Gestão e Negócios - 2015/2019 - que visa o corte de US$ 89 bilhões em investimentos e despesas. "Tudo indica que, se nós não barrarmos os projetos em curso, a categoria petroleira será penalizada com cortes e reduções tanto de pessoal quanto de direitos", reforça, em nota, o Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG).

Além disso, a categoria é contra o PL 131, Projeto de Lei do senador José Serra( PSDB-SP), que tramita no Senado e prevê o aumento da exploração da estatal pela iniciativa privada. "O projeto pode tirar da Petrobras o papel de operadora única do pré-sal, assim como 30% dos blocos já licitados", diz a federação. "Será menos dinheiro para educação e saúde", destaca o Sindipetro-MG.

A Petrobras informou, em nota, que “as atividades da empresa estão dentro da normalidade, sem prejuízo à produção”. Porém, a empresa ressaltou que foram registrados bloqueios na entrada de empregados o que gerou atrasos e corte da rendição de turno em algumas unidades. (Com agências)


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