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Estado de Minas

Desemprego na Espanha cai 1,4% no segundo trimestre e vai a 22,37%


postado em 23/07/2015 16:56

A taxa de desemprego caiu na Espanha no segundo trimestre, com uma queda de 1,4 ponto percentual, a 22,37%, segundo números publicados nesta quinta-feira. O país contava neste período com 5,15 milhões de desempregados, ou seja, 295.600 a menos que no trimestre anterior, indicou o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) em um comunicado.

Nos últimos doze meses, a queda foi de 473.900 pessoas, ressaltou o organismo público. A taxa de desemprego na Espanha continua sendo, apesar disso, a segunda mais importante da zona do euro, atrás da Grécia (25,6% em março), e uma das principais preocupações da população.

"Ainda há muito espanhóis e muitas famílias vivendo mal, em uma situação muito difícil", reconheceu o chefe do governo, Mariano Rajoy, após a publicação dessas estatísticas. "Nosso objetivo de chegar aos vinte milhões de empregos que havia antes da crise está cada vez mais perto", avaliou Rajoy.


No primeiro trimestre, a taxa havia subido levemente, a 23,78%, contra 23,70% do fim de 2014. A redução do número de desempregados foi acompanhada por uma queda da população economicamente ativa (PEA), devido à saída de jovens espanhóis e de estrangeiros do país, enquanto alguns desempregados desistem de procurar emprego.

No segundo trimestre, contudo, a PEA voltou a subir, com 116.000 pessoas a mais em busca de emprego. "Isso demonstra que a criação de emprego permite a reinserção de trabalhadores que haviam desanimado", considerou Rajoy.

O chefe de governo também se mostrou satisfeito com a criação de 411.800 empregos em três meses, "o maior incremento trimestral da ocupação desde o segundo trimestre de 2005", segundo o INE. Com esses dados, Rajoy defendeu a continuidade de sua política de governo a poucos meses das eleições gerais. "Graças às reformas estruturais empreendidas na Espanha, e especialmente à do mercado de trabalho, começamos a criar empregos com uma taxa de crescimento de 1%", declarou.

"A recuperação da necessidade de mão de obra (das empresas) continua se devendo em parte ao aumento do trabalho temporário", lembrou Raj Badiani, economista da consultoria IHS. Os contratos temporários representam praticamente dois terços (61,7%) do aumento de trabalhadores neste segundo trimestre.

"O desemprego caiu em todos os setores, em todas as faixas etárias (exceto entre 16 e 19 anos) e em todas as regiões", disse Rajoy. A taxa de desemprego entre os jovens voltou a cair abaixo dos 50%, com 49,22% da faixa entre 16-24 anos, em comparação aos 51,36% no primeiro trimestre.

Os grupos formados Mulheres e estrangeiros têm taxas de desemprego de, respectivamente, 24,01% e 30,84%. Depois dos cinco anos de recessão ou crescimento nulo que sucederam a explosão da bolha imobiliária de 2008, a Espanha retomou o caminho do crescimento em 2014 (+1,4% do PIB). O governo conservador de Mariano Rajoy acredita que esta tendência irá se acelerar e prevê um crescimento de 3,3% neste ano. Também espera uma queda do desemprego a 22,1% no fim de 2015.


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