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Estado de Minas

De janeiro a março, 213 mil trabalhadores perdem o emprego em Minas

IBGE afirma que 1,5 milhão ficam sem trabalho no país. Taxa de desocupação sobe para 7,9% no Brasil e para 8,2% no estado


postado em 08/05/2015 06:00 / atualizado em 08/05/2015 07:43

Na busca por um emprego, Alessandra Martins, 22 anos, espera conseguir ainda este mês uma vaga como atendente no comércio. Ela foi dispensada do trabalho, no inicio do ano, depois que o movimento de clientes caiu na loja de roupas em que trabalhava. Alessandra, que também tem experiência como caixa de lotéricas, está tentando uma recolocação. “Este ano, está difícil conseguir um trabalho. Estou preocupada, pago aluguel e tenho um filho, não posso ficar parada.” A atendente é uma entre os 213 mil trabalhadores mineiros que perderam o emprego entre janeiro e março deste ano, engrossando o contingente de desocupados no estado, que somam 870 mil pessoas. No país, pouco mais de 1,5 milhão de pessoas perderam o emprego nos três primeiros meses do ano, e o universo de trabalhadores desocupados chegou a 7,934 milhões de brasileiros.


No estado, o número de desempregados entre janeiro e março aumentou 32% em relação ao último trimestre do ano passado, enquanto no país houve avanço de 23% no mesmo período. Em relação ao período de janeiro a março de 2014, houve crescimento de 12,6% no número de desempregados em todo o país. Com isso, a taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad) Contínua subiu para 8,2% em Minas no início deste ano, contra 6,6% no trimestre anterior e 7,1% no mesmo período do ano passado, segundo informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa no estado é a maior da série histórica, inciada em 2012. O índice de desocupação no estado ficou acima da média nacional (7,9%) e do Sudeste (8%). No país, o desemprego do primeiro trimestre é maior do que o do último trimestre de 2014 (6,5%) e que o de igual período do ano passado (7,2%)


“As maiores pressões vieram da indústria e da construção civil”, diz Gustavo Fontes, analista do IBGE em Minas. Segundo ele, a indústria cortou um contingente de 51 mil pessoas em relação ao quarto trimestre do ano passado (queda de 3,4%), e a construção civil, 30 mil (-3,4%). O comércio também demitiu 79 mil pessoas no estado, mas, segundo Fontes, o número está relacionado às contratações temporárias. “Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, as contratações no comércio cresceram 5,7%”, ponderou.

Como Alessandra Martins, Everson Luiz da Silva, 22 anos, também notou que o tempo de procura por um emprego cresceu. Há mais de 30 dias ele busca uma oportunidade de garçom ou copeiro e também está disposto a trabalhar como auxiliar de cozinha. “Está difícil conseguir um trabalho durante o dia, estou terminando o ensino médio e não posso trabalhar à noite, preciso estudar.” Alessandra espera conseguir ocupação com remuneração a partir de R$ 900, e Everson quer a carteira assinada com valor acima de R$ 1 mil.

Renda Mesmo com o aumento do desemprego, o rendimento médio real dos trabalhadores mineiros subiu no 1º trimestre e ficou em R$ 1.661, acima do observado no mesmo período de 2014, R$ 1.656, alta de 0,3%, e também maior que no 4º trimestre de 2014, quando ficou em R$ 1.653. “Apesar de Minas ter o menor rendimento no Sudeste, a estabilidade do indicador frente a um quadro de aumento do desemprego é positiva.”


O número do IBGE leva em conta apenas quem procura emprego – quem deixa de procurar não é considerado desempregado. A pesquisa apontou diferenças significativas na taxa de desocupação entre homens e mulheres.  No 1º trimestre, a taxa foi estimada em 6,6% para os homens e 9,6% para as mulheres. Já entre os jovens de 18 a 24 anos, a taxa ficou em 17,6%, patamar elevado em relação à taxa média total (7,9%), comportamento verificado, tanto para o Brasil, quanto para as cinco grandes regiões.


É a primeira vez que o órgão divulga a taxa de desemprego para todas as unidades da Federação pela Pnad Contínua. A maior taxa de desemprego do país no primeiro trimestre deste ano foi observada no Rio Grande do Norte (11,5%), enquanto a menor foi verificada em Santa Catarina (3,9%). Entre as regiões, a maior taxa foi registrada no Nordeste (9,6%) e a menor na Região Sul (5,1%), nos três primeiros meses do ano.

 

Montadoras demitem
A indústria automobilística eliminou 1.239 vagas em abril e encerrou o mês com 139.580 empregados, 0,9% a menos do que em março e 9,5% a menos do que o registrado no mesmo mês do ano passado. Só em 2015 até abril, a indústria automotiva demitiu 4,6 mil empregados.   De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), apenas o segmento de autoveículos registrou retração de 0,6% no número de empregados em abril na comparação mensal, ao totalizar 122.204 funcionários. Em relação a abril do ano passado, a queda foi de 8,2%. Já o segmento de máquinas agrícolas teve recuo de 2,6% no número de empregados ante março e de 17,7% na variação anual, ao totalizar 17.376 funcionários em abril.


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