Os bancários da Caixa Econômica Federal e bancos privados de Belo Horizonte e da Região Metropolitana decidiram pelo fim da greve na noite desta segunda-feira. De acordo com a presidente do Sindicatos dos Bancários de BH e Região, Eliana Brasil, durante as assembleias, a categoria aprovou o término da paralisação, depois que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) aumentou a proposta de reajuste salarial e garantiu aumentos superiores aos do ano passado. Ainda segundo a presidente do sindicato, até às 20h, a assembleia dos funcionários do Banco do Brasil da Grande BH ainda não havia acabado.
Ainda não há informações sobre o posicionamento da categoria em âmbito nacional, mas o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, o maior da categoria, representando mais de 142 mil trabalhadores, também já decidiu pelo retorno das atividades a partir desta terça-feira.
De acordo com a presidente do sindicato da Grande BH, Eliana Brasil, os bancários concordaram com a proposta de reajuste da Fenaban para salários, gratificações e outras verbas de 8,5%, com ganho acima da inflação de 2,02%. "O aumento de 12,2% no vale-refeição, para R$ 26 ao dia, também foi determinante para aceitarmos a proposta, tendo em vista a elevação nos custos com a alimentação fora de casa", ressalta.
Na noite da sexta-feira, a Fenaban apresentou a proposta de reajuste. O aumento do piso da categoria será de 9,0%, superando a inflação em 2,49%. Os valores serão pagos de modo retroativos a primeiro de setembro, que é a data-base para a categoria renegociar os contratos de trabalho.
A greve foi aprovada na noite de 29 de setembro. Entre as reivindicações da categoria estavam reajuste salarial de 12,5%, com a recomposição da inflação medida pelo INPC e aumento real de 5,8%, elevando o piso salarial a R$ 2.979,25. No ano passado, os bancários promoveram uma greve nacional de 23 dias, e a categoria somente retomou as atividades após um reajuste de 8%, o que representou um ganho real de 1,82%.
Também estavam na pauta deste ano pontos como 14º salário, participação nos lucros e vales-alimentação e refeição. A Fenaban propôs um reajuste de 12,2% no vale-refeição, para R$ 26,00 ao dia, e de 8,5% na parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cuja regra agora será de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.838, com teto em R$ 9.860. Também está prevista uma distribuição adicional de 2,2% do lucro líquido, dividida igualmente entre todos os funcionários, com o teto em R$ 3.676.
Os bancários ainda pediam o fim de metas consideradas abusivas. O acordo entre a categoria e a Fenaban proibirá a cobrança de metas não somente por SMS, mas também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital. Para compensar os dias parados por conta da greve nacional, a Fenaban propôs a compensação de uma hora por dia entre 15 de outubro e 31 de outubro, para quem trabalha seis horas por dia. Para funcionários com carga horária de oito horas por dia, a compensação ocorrerá entre 15 de outubro e 7 de novembro.
Durante o fim de semana, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) orientou por ampla maioria os bancários a aceitarem as propostas nas assembleias desta segunda-feira ao redor do país. A campanha de reajuste salarial teve nove rodadas de negociações.
Com Agência Estado
