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Estado de Minas

Em recessão técnica, Brasil para 36ª em ranking de desempenho econômico

Resultado supera apenas o da Ucrânia em guerra


postado em 30/08/2014 06:00 / atualizado em 30/08/2014 08:56

Rio de Janeiro – Por mais que o governo se esforce em minimizar a segunda queda consecutiva do Produto Interno Bruto no segundo trimestre, o tombo do Brasil foi tão grande que fez o país despencar da 24ª para a 36ª posição entre 37 países no ranking de desempenho no segundo trimestre deste ano, elaborado pela Austin Rating. A economia brasileira só perde para a da Ucrânia, que recuou 4,7% em função da guerra contra a Rússia nos últimos meses. Guerra essa que não impediu a economia russa de apresentar melhor desempenho que o brasileiro, com alta de 0,8% no período.

O economista Alex Agostini, da Austin Rating, lembra que o Brasil foi superado por economias que passaram por severas crises econômicas e financeiras, como é o caso da Grécia, Polônia, Lituânia, Letônia e Eslováquia. “Além de também ter sido superado por países que viveram no “olho do furacão” da crise financeira deflagrada em 2008, como Estados Unidos (4,2%), Reino Unido (3,2%), Alemanha (1,3%) e Japão (-0,1%)”, alertou.


Entre os países latino-americanos que já divulgaram seus PIBs e aparecem no ranking, todos (Peru, Chile e México) superaram o Brasil. No levantamento do primeiro trimestre, o México estava logo atrás do Brasil, na 25ª posição, e agora subiu para 20º lugar com expansão de 1,6%. “O país está estagnado. E isso reforça a tese de que há profundos problemas na gestão da política econômica brasileira”, afirmou Agostini.

Cenário sombrio Na avaliação do economista, a política fiscal expansionista, além de minar os efeitos da política monetária contracionista, tem gerado graves desequilíbrios nas contas públicas e, consequentemente, a perda de confiança de investidores, empresários e consumidores. “O resultado são perspectivas pessimistas. O Brasil tem focado no crescimento econômico doméstico, que estimula o consumo e não a competitividade, e colocou em segundo plano o controle da taxa de inflação que é importante variável na determinação de investimentos de longo prazo, seja no setor financeiro ou produtivo”, analisou.

Além de se colocar praticamente na lanterna entre 37 países, o Brasil deve perder mais uma importante posição. A Índia pode ultrapassar o Brasil em tamanho de economia antes do previsto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Nas projeções do órgão, o país asiático superaria a economia brasileira em 2018. “Mas isso leva em consideração projeções otimistas do FMI, então pode acontecer antes”, afirmou o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, que considera bastante provável que isso ocorra já em 2017.


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