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Estado de Minas

Alívio na Argentina por decisão do governo de negociar com fundos


postado em 22/06/2014 19:10 / atualizado em 22/06/2014 20:44

Economistas argentinos afirmaram neste domingo que a decisão do governo de Cristina Kirchner de negociar com os fundos especulativos sobre a dívida em "default" trará alívio aos mercados financeiro e cambial, após uma semana carregada de tensões. "A dinâmica do mercado na semana passada era de pânico, mas não tenho dúvidas de que isto vai se reverter na próxima semana", afirmou o ex-presidente do Banco Central Alfonso Pray Gay em declarações à Rádio Mitre.

O principal índice da Bolsa de Buenos Aires caiu 8,69% em uma semana reduzida pelo feriado de sexta-feira, após a decisão da justiça dos Estados Unidos que obrigou a Argentina a pagar 1,33 bilhão aos fundos especulativos em litígio com o país. No mercado de câmbio, o peso permaneceu estável a 8,15 por dólar, mas no câmbio negro passou de 11,65 pesos para 12,50.

"Se desaparecer o cenário de catástrofe teremos uma correção forte disto", destacou Pray Gay.

O economista destacou que o alívio nos mercados será reflexo da mudança do discurso da presidente Kirchner, que na segunda-feira chamou de "extorsão" a decisão da justiça americana e na sexta disse que o governo vai "honrar 100% com os credores". "Em menos de uma semana passou de extorsão para 'quero pagar tudo'", recordou Prat Gay, para quem o governo "compreendeu que não é bom negócio para ninguém entrar em 'default'".

"Outro ex-presidente do Banco Central, o economista Aldo Pignanelli, também considerou que as tensões nos mercados cederão em função da perspectiva de uma negociação. "A chave está com (o juiz de Nova York) Thomas Griesa", cuja decisão colocou a Argentina em cheque. "É ele que deve aceitar e recomendar uma saída. Dependemos dele, que já disse que está disposto a buscar uma saída para impedir que o país entre em um novo 'default'".

O governo Kirchner publicou neste final de semana um comunicado nos principais jornais dos Estados Unidos no qual pede ao juiz Griesa "condições justas e equilibradas" para a negociação.


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