Após três dias seguidos de alta, o dólar comercial fechou em queda de 0,78%, para R$ 2,4147, nesta quinta-feira, em meio às expectativas com os mercados emergentes e com a redução de estímulo do Fed à economia norte-americana. Ontem, o BC dos Estados Unidos reduziu seu programa de estímulo em mais US$ 10 bilhões pelo segundo mês consecutivo. O Fed, como esperado, cortou os estímulos a US$65 bilhões por mês, e manteve a taxa básica de juros próxima a zero, citando "a crescente força subjacente da economia como um todo".
Na quarta-feira o dólar à vista voltou a fechar no maior valor desde 22 de agosto, a R$ 2,4360, desencadeando nesta quinta-feira uma realização de lucros que pressionou o dólar para baixo no início dos negócios. O ajuste de posições ocorreu em meio à recuperação das divisas de países emergentes nesta quinta-feira, que sofreram forte ataque especulativo nas sessões anteriores.
A disputa antes da formação da taxa Ptax ( taxa de câmbio calculada ao final de cada dia pelo Banco Central) e o anúncio do leilão de linha pelo Banco Central, previstos para amanhã, também ajudaram a pressionar o dólar para baixo. O BC realizará ofertará até US$ 2,3 bilhões para rolagem de vencimentos de fevereiro. (Com Agência Estado)
