(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Cesta básica sobe em todas capitais em 2013

Nove localidades apresentaram variações acima de 10%. Em BH, a alta foi de 7,35


postado em 09/01/2014 12:21 / atualizado em 09/01/2014 15:29

Dieese destaca altas de 35,98% na banana, 25,44% na farinha e 17,93% na batata em BH(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Dieese destaca altas de 35,98% na banana, 25,44% na farinha e 17,93% na batata em BH (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

A cesta básica subiu em 2013 nas 18 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira, 9 localidades apresentaram variações acima de 10% e as maiores elevações foram apuradas em Salvador (16,74%), Natal (14,07%) e Campo Grande (12,38%). As menores oscilações ocorreram em Goiânia (4,37%) e Brasília (4,99%).

Em Belo Horizonte, o aumento foi de 7,35% no ano. O Dieese destaca altas de 35,98% na banana, 25,44% na farinha de trigo e 17,93% na batata na capital mineira. Foram registradas quedas nos preços do óleo de soja (21,26%), açúcar (20,25%) e no feijão (8,28%).

Em dezembro, houve aumento da cesta em quinze cidades, destaque para Goiânia (7,95%) e Florianópolis (7,86%). Em BH, os alimentos básicos subiram 0,45% e a cesta ficou em R$ 312,25. Porto Alegre foi a capital onde se apurou, em dezembro, o maior valor para a cesta básica (R$ 329,18), seguido por São Paulo (R$ 327,24) e Vitória (R$ 321,39). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 216,78), João Pessoa (R$ 258,81) e Salvador (R$ 265,13).



O mercado financeiro, de acordo com a mais recente pesquisa semanal Focus, realizada pelo Banco Central, espera que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da política de meta de inflação, tenha fechado o ano passado em 5,74%. O resultado oficial será anunciado amanhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Salário mínimo


O salário mínimo deveria ter sido de R$ 2.765,44 em dezembro para suprir as necessidades básicas do trabalhador brasileiro e de sua família, estima o Dieese, com base nos números da Pesquisa Nacional da Cesta Básica em 18 capitais.

A instituição leva em conta o custo apurado para a cesta básica mais cara no período, a de Porto Alegre, de R$ 329,18, e o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Pelas contas do Dieese, portanto, o menor salário deveria ser 4 08 vezes o valor do mínimo vigente em dezembro, de R$ 678. Em dezembro de 2012, o valor necessário para atender às despesas de uma família foi de R$ 2.561,47, ou 4,12 vezes o mínimo vigente no período, de R$ 622.

Tempo de trabalho

A jornada de trabalho necessária para comprar os alimentos essenciais por um trabalhador que ganhava o salário mínimo em dezembro, na média das capitais, subiu para 94 horas e 47 minutos. Em novembro, o tempo médio de trabalho era de 93 horas e 25 minutos e, em dezembro de 2012, de 94 horas e 23 minutos.

O Dieese fez a comparação do custo da cesta com o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, e apurou que o trabalhador remunerado pelo piso comprometeu em dezembro 46,83% dos vencimentos para comprar os mesmos produtos que, em novembro comprometiam 46,16%. Em dezembro de 2012, o comprometimento era de 46,64%.(Com Agência Estado)


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)