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Estado de Minas

Impasse nos EUA deve ser solucionado até quinta-feira

Para tentar resolver a falta de consenso, Câmara e o Senado dos EUA seguem trabalhando em frentes distintas.


postado em 16/10/2013 06:00 / atualizado em 16/10/2013 07:14

Os Estados Unidos estão a 24 horas de despencar no abismo fiscal, ameaçando levar junto a economia mundial. Depois de as negociações entre os líderes do Senado para aprovar o Orçamento e elevar o teto da dívida soberana terem avançado na segunda-feira, a Câmara explicitou nessa terça-feira a intransigência de sua maioria republicana. Com a continuidade do impasse, a administração democrata completou 15 dias de paralisia parcial e deixou os mercados financeiros em estado de alerta.

Os reflexos da turbulência nos EUA já começam a ser vistos na prática. A agência de classificação de risco Fitch colocou ontem a nota máxima de crédito dos Estados Unidos (AAA) em perspectiva negativa. Resultado do impasse no Congresso norte-americano em torno da elevação do teto de endividamento do país e da paralisação parcial dos serviços públicos, a decisão levou em conta a chance de o Tesouro não ter recursos suficientes para pagar os seus compromissos. Na quinta-feira, as reservas estavam em US$ 30 bilhões. Segundo a Fitch, apesar da crença de que o limite da dívida seja elevado em breve, a turbulência política reduz o espaço de manobra financeira e eleva o risco de o país não honrar o pagamento. O Tesouro norte-americano reagiu dizendo que a ameaça de rebaixamento é um lembrete para os parlamentares da perigosa proximidade do calote.

Para tentar resolver o impasse, Câmara e o Senado dos EUA seguem trabalhando hoje em frentes distintas. Enquanto senadores retocam um plano bipartidário, que pode elevar até 15 de fevereiro o teto da dívida, atualmente em US$ 16,7 trilhões, os republicanos da Câmara insistem em criar uma alternativa para evitar o calote histórico, mas incluindo itens que sofrem a oposição do governo.

O presidente da Câmara, o republicano John Boehner, afirmou que não há nenhuma decisão no Congresso capaz de encerrar o impasse fiscal. Mesmo assim, prometeu empenho do seu partido, majoritário na Câmara, para encontrar saídas para evitar o colapso sem precedentes a partir de amanhã. Seu plano para reabrir o governo, paralisado desde 1º de outubro, inclui a suspensão, por dois anos, do imposto sobre equipamentos médicos incluído na reforma da saúde do governo.

O projeto da bancada oposicionista já foi rejeitado pelo Executivo, que o chamou de inviável e uma tentativa de agradar ao pequeno grupo ultraconservador Tea Party, contrário ao novo programa de universalização da saúde, apelidado de Obamacare. Na tarde de ontem, o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, e o líder da bancada republicana, Mitch McConnel, suspenderam as conversações até que a proposta articulada pelos deputados ganhe contorno final. Ao mesmo tempo, deputados governistas se encontraram com o presidente Barack Obama para avaliar o quadro.

Esforços

A líder da minoria democrata na Câmara, Nancy Pelosi, assegurou que ainda acredita que o calote pode ser evitado. Ao sair da reunião com Obama, ela criticou o plano republicano de Boenher e mostrou preferência pela saída no Senado. Mais cedo, a porta-voz da Casa Branca, Amy Brundage, elogiou o esforço “bipartidário e de boa-fé” do Senado na negociação entre Reid e McConnell. Reid classificou a proposta da Câmara como “um ataque flagrante ao bipartidarismo”.

Em entrevista na tevê, Obama tentou dar um tom tranquilizador aos esforços frenéticos para evitar o calote da dívida dos EUA nesta semana. Segundo ele, sua expectativa é de que o impasse fiscal seja resolvido, com um acordo bipartidário no Senado.


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