
O resultado de setembro de 2013 contribui para o acúmulo de 3,79% nos nove primeiros meses do ano. Em doze meses, a inflação acumulada é 5,86%, dentro da meta do governo. O acumulado nos doze meses encerrados em setembro ficou abaixo do período encerrado em agosto, quando foi somado um IPCA de 6,09%.
O grupo transporte, de agosto para setembro, teve a alta mais expressiva, passando de -0,06% para 0,44%, com destaque para as passagens aéreas que registraram aumento de 16,09%.
O grupo alimentação e bebidas também teve variação positiva de 0,01% para 0,14%. Os alimentos de consumo em domicílio contribuíram para alta com uma desaceleração da queda que apresentaram em agosto, passando de -0,34% para -0,03%. O pão francês se destacou pela alta de 3,37%, e o feijão carioca, pela queda de 13,95%.
BH Na capital mineira, a inflação fechou o mês passado com um percentual superior ao de agosto: 0,30%, contra 0,00%. Apesar do avanço em setembro, foi a quarta menor alta entre as 11 capitais ou regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. No acumulado nos últimos 12 meses, o IPCA em Belo Horizonte aumentou 5,54%.
Brasília foi a região metropolitana com maior inflação em setembro (0,70%), e Salvador, com 0,03%, teve a menor. Em São Paulo, a inflação de setembro acelerou 0,1 ponto percentual, de 0,26% para 0,36%, e, no Rio de Janeiro, passou de 0,19% para 0,40%.

Mantega ressaltou que, mesmo com o resultado, o governo tem que combater a elevação dos índices de preço, pois ainda existem problemas sazonais típicos do período, ligados à safra e ao clima. “É claro que ela tem uma sazonalidade e no fim do ano sobe um pouco, porque tem entressafra, regime de chuvas. Mas vamos ficar dentro da normalidade. Isso não significa que vamos descuidar". Para ele, o governo tem que ficar alerta para impedir que a inflação volte a subir e atrapalhar o consumidor.
