
Os valores são disponibilizados de imediato. Os interessados devem acessar o site da instituição financeira e apresentar o número do CNPJ para saber o limite de crédito disponível de acordo com as características da empresa. Segundo as exigências do banco, o crédito está disponível para empresas com faturamento anual de até US$ 30 milhões. Os prazos de financiamento variam de 12 a 48 meses, tendo carência de até dois anos para pagar e taxa de juros a partir de 0,85% ao mês.
Segundo o presidente do BDMG, Matheus Cotta de Carvalho, a criação de linhas de crédito para micros e pequenas empresas faz parte da estratégia do banco de tirar o foco do fomento da indústria de grandes projetos, ampliando a base de apoio. “É preciso democratizar o acesso aos recursos do banco. É importante qualificar melhor o empresariado”, afirma, ressaltando que sete em cada 10 empregos gerados no país são em micro e pequenas empresas. Com isso, os planos do banco são de ter carteira de crédito de R$ 10 bilhões até 2017, aumento de 66,6% em relação aos R$ 6 bilhões previstos para este ano.
O banco ainda analisa a possibilidade de se criar um produto exclusivo para operações em dólar. A proposta é de facilitar a internacionalização de empresas de menor porte, facilitando o fluxo de caixa em dólar. “Essas empresas se financiam de forma errada, com taxas de juros acima do mercado”, afirma o presidente do BDMG.
O acordo foi facilitado depois de a instituição ter atingido duplo grau de investimento em novembro do ano passado. A Standard & Poor’s deu as notas AAA e BBB- ao banco por sua atuação em escala nacional e global, respectivamente. Com isso, nem mesmo foi preciso que o BDMG desse garantias para viabilizar o empréstimo.
RECURSOS
O Banco de Desenvolvimento da América Latina tem sedes em Montevidéu e na Cidade do Panamá. Mas sua atuação engloba 18 países iberoamericanos, incluindo Portugal e Espanha. O Brasil responde por aproximadamente 20% do total aprovado. Neste ano, a expectativa é que sejam liberados US$ 4,4 bilhões, sendo US$ 1 bilhão destinado ao Brasil. A diretora representante do CAF no Brasil, Moira Paz-Estenssoro, afirma que a parceria com o BDMG se dá também devido ao que ela chama de “excelência em gestão”. “Uma das funções do banco é levar e trazer experiências de um local para outro”, afirma Moira. Ela lembra que o formato do empréstimo é uma forma de o banco atingir empresas que só o BDMG teria acesso devido à maior capilaridade da instituição.
