
Diante desse cenário, a indústria continua insistindo nas reivindicações feitas ao governo federal para a prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI- Finame), do Banco Nacional de Desenvolvimento e Social (BNDES), que terá taxas de juros reajustadas em 31 de dezembro. Hoje, o modelo permite a compra de equipamentos e máquinas a taxas de 2,5% ao ano, e o setor pede que o índice seja permanente. Além disso, a indústria reivindica a elevação do imposto de importação de 25% para alguns produtos, redução dos encargos previstos na linha PSI para exportação e prorrogação da desoneração do IPI para máquinas até o fim de 2013.
Segundo o diretor da Abimaq, Carlos Pastoriza, as conversas com o governo até o momento sinalizam uma boa perspectiva de nova prorrogação. “O PSI foi prorrogado três vezes e esperamos a quarta”, afirmou. Ainda segundo Pastoriza, o otimismo do setor é justificado pelo posicionamento do governo, que tem respondido de forma positiva aos questionamentos feitos pela indústria.
Importados
Na avaliação do diretor da regional mineira da Abimaq, Henrique Freitas, é preciso também que o governo amplie a fiscalização de importações fraudulentas, que prejudicam o setor. “Ainda vivemos uma situação interna difícil porque muitas empresas nacionais optam pela compra de equipamentos importados, ignorando o esforço da indústria nacional”, lembra. “As importações suspeitas promovem uma concorrência desleal, e por isso estamos pressionando o governo para que tome mais medidas”, diz.
Ainda de acordo com Freitas, é preciso considerar uma mudança no câmbio, já que apenas com uma pequena valorização do dólar o setor sentiu aumento nas exportações no último mês. Segundo os dados de setembro, a evolução foi de 5,6% sobre agosto, com um total de US$ 1,183 bilhão. Ainda de acordo com a Abimaq, com o aumento nas exportações, o déficit comercial do setor caiu 4,1% até setembro, na comparação com os nove primeiros meses de 2011.
