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Estado de Minas

Madoff mineiro é solto, confirma advogado

Defesa alegou excesso de prazo para libertar o réu, que cumpria prisão cautelar, sem ir a julgamento, há mais de um ano e meio


postado em 05/06/2012 12:03 / atualizado em 06/06/2012 07:20

O investidor Thales Maioline, que ficou conhecido pela alcunha de Madoff mineiro ao aplicar o golpe da pirâmide financeira, calculado em R$ 86,1 milhões, em 2 mil investidores de 14 cidades de Minas Gerais está solto desde ontem à noite. Segundo o advogado Marco Antônio de Andrade, que está à frente do caso desde o início, a defesa alegou excesso de prazo para libertar o réu, que cumpria prisão cautelar, sem ir a julgamento, há mais de um ano e meio. Madoff estava preso desde 16 de dezembro de 2010 no Ceresp de Betim.

Na época, Maioline se apresentou espontaneamente à polícia. Um dia antes, concedeu entrevista ao Estado de Minas, onde relatou ter permanecido escondido por 140 dias acampado na Floresta Amazônica, na fronteira com a Bolívia, fazendo-se passar por fotógrafo entre as comunidades locais. Ele tinha sido vista pela última vez em um hotel em São Paulo, onde faria contato com um alto investidor que poderia ‘salvar’ a Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros Ltda., mas, diante da negativa do empresário, decidiu empreender fuga.


Após deixar a prisão, Maioline voltou para a casa da família, na Região da Pampulha, sendo aceito como hóspede pela mulher, que chegou a pedir o divórcio enquanto ele estava detido. Fragilizado emocionalmente, com a saúde debilitada e com todos os bens bloqueados pela Justiça, em nome dos ex-investidores da Firv, Maioline não teria mais para onde ir, segundo garante o advogado Andrade. Nos próximos quatro meses, Madoff não irá se pronunciar para a imprensa e vai manter um forte esquema de segurança em casa.

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