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Estado de Minas

Fase é de encolhimento na classe média


postado em 22/02/2012 07:43 / atualizado em 22/02/2012 07:46

Com maior número de brasileiros viajando de avião, preço das passagens aumentou 114,5% entre 2002 e 2009 e mais 63% até 2011(foto: Renato Weil/EM/D.A/Press)
Com maior número de brasileiros viajando de avião, preço das passagens aumentou 114,5% entre 2002 e 2009 e mais 63% até 2011 (foto: Renato Weil/EM/D.A/Press)
Entre 2010 e maio de 2011, a classe alta (A e B) encolheu pela primeira vez desde 2003. No período, 237 mil pessoas deixaram a classe dos mais ricos e migraram para a classe C, a nova classe média brasileira. “Essa população procura reproduzir um padrão de consumo e para isso se sacrifica bastante”, diz o professor de economia da Universidade de Campinas (Unicamp) Waldir Quadros.

Ele lembra que os gastos com educação estão no topo do orçamento desta classe social. “Até o ensino médio, a opção é por escolas privadas mais caras, o verdadeiro funil para o ensino superior de melhor qualidade, que em geral acontece em escolas públicas de excelência acadêmica e também em um seleto grupo de instituições privadas de qualidade reconhecida”, diz Quadros.

Longe da renda folgada da classe A, que tem orçamento compatível com os gastos, a atual classe B é prejudicada pela baixa qualidade dos serviços públicos. Ao optar por bancar serviços particulares, termina por comprometer seu orçamento. “O segmento também depende bastante de serviços pessoais, que estão encarecendo nos últimos anos”, aponta o professor de economia.

Para o especialista da Unicamp, no entanto, famílias com renda entre R$ 7.400 e R$ 9.700 não fazem parte da seleta classe B e sim da classe média média. “Antes de pisar na classe B, essa população tem ainda um percurso a trilhar. Deve passar pela classe média alta, em que estão concentrados, por exemplo, os professores universitários e muitos profissionais de nível superior, que no geral dispõem de orçamento mais compatível com o nível de consumo.


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