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Estado de Minas

Minas vive corrida por terras raras

Investidores começam a ser atraídos por metais usados na fabricação de telas de computador


postado em 03/12/2011 06:00 / atualizado em 03/12/2011 07:05

A corrida à pesquisa de jazidas em Minas Gerais dos metais de terras-raras – produto nobre usado na fabricação de telas de computador e superímãs, em outras aplicações – começa a atrair investidores. Além da Vale, que confirmou a intenção de explorar reserva recém-descoberta na região de Patrocínio, no Alto Paranaíba, o governo de Minas Gerais tem recebido representantes de fundos de investidores estrangeiros dispostos a desenvolver projetos no estado, informou, nessa sexta-feira, Paulo Sérgio Machado Ribeiro, subsecretário de Estado de Desenvolvimento Mínero-Metalúrgico e Política Energética. Boa parte das ocorrências do material está associada ao fosfato, conforme os levantamentos geológicos disponíveis do território mineiro.

“Essa corrida atrás de terras-raras é um fenômeno mundial da mineração. Quem chegar primeiro, com preços competitivos, terá vantagens num mercado ainda muito limitado”, diz Paulo Sérgio Ribeiro. A produção total no planeta é estimada em 140 mil toneladas e a China responde por mais de 90%. A Vale é a primeira empresa a anunciar que tem um projeto para explorar terras-raras em Minas. O presidente da companhia disse ao Estado de Minas que o cronograma ainda não foi definido, mas que a mineradora está cada vez mais motivada com o investimento numa reserva ao lado das áreas de fosfato em que a Vale está trabalhando na região de Patrocínio, no Noroeste do estado.

Segundo o secretário Paulo Sérgio Ribeiro, há indicativos de terras-raras em toda a área de ocorrência de rochas fosfáticas em Minas, do Centro-Oeste ao Alto Paranaíba, Triângulo Mineiro e o Noroeste do estado. As notícias animam o prefeito de Araxá, Jeová Moreira da Costa, que está entusiasmado com as pesquisas de minerais associados à produção tradicional no município de fosfato e nióbio, considerados produtos de futuro da mineração.

Jeová Costa disse que uma missão de investidores japoneses e chineses esteve na semana passada em visita à cidade, a convite da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). A mineradora conduz o maior complexo mínero-industrial de nióbio do mundo, arrendando jazidas pertencentes à Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas (Codemig), empresa de economia mista que tem o estado como acionista majoritário. A CBMM não confirmou a visita dos investidores estrangeiros.


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