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Estado de Minas

Socorro aprovado para Zona do Euro

Eslováquia vota ampliação de fundo de resgate europeu para 780 bilhões de euros. Novo plano prevê ajuda a bancos


postado em 14/10/2011 06:00 / atualizado em 14/10/2011 06:27

O Parlamento da Eslováquia aprovou nessa quinta-feira o fortalecimento e a ampliação do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês), medida que havia sido rejeitada na terça-feira. Termina assim um período de incertezas para a Zona do Euro, já que a Eslováquia era o único país do grupo que faltava ratificar a ampliação do EFSF.

A aprovação da ampliação do fundo, de 440 bilhões para 780 bilhões de euros, era essencial para dar mais condições de socorro a países em crise, como a Grécia. Ela precisava ser avalizada pelos 17 países da Zona do Euro, e a Eslováquia – segundo país mais pobre entre os que adotaram a moeda – era a única que ainda não tinha feito isso.

A medida aprovada vai dotar o fundo de resgate à Zona do Euro de maiores poderes. Criado em 2010 e ampliado neste ano, o fundo temporário está dotado de 780 bilhões de euros em avais e garantias, embora sua capacidade efetiva de empréstimo para socorrer países em dificuldades seja de apenas 440 bilhões.

No fim de setembro, o comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia (UE), Olli Rehn, comentou o plano de aumento do fundo, mas não detalhou de quanto seria o reforço. Temia-se que a Alemanha também rejeitasse a medida, mas Berlim aceitou aumentar a ajuda ainda em 29 de setembro.

O novo plano de resgate também prevê ajuda financeira aos bancos da Zona do Euro. Para que isso seja viável, seria permitido que o Banco Central Europeu (BCE) facilitasse empréstimos junto ao EFSF. O fundo assumiria o maior risco, o de emprestar aos países com dificuldades e, dessa forma, reduzir os riscos para o BCE. Analistas estimam que o fundo de resgate precisaria subir para ao menos 2 trilhões de euros para proteger a Itália e a Espanha, caso a crise se espalhe.

Alemanha

A economia da Alemanha sofrerá uma forte desaceleração em 2012, segundo as previsões dos principais institutos de estudos da conjuntura da maior economia europeia, mostrando o impacto da crise financeira em todo o continente. Segundo as estimativas atualizadas, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão crescerá somente 0,8% em 2012, após avanço de 2,9% previsto para este ano. A previsão do PIB já chegou a apontar avanço de 3,6% para 2011 e 2% para 2012.

Já na Grécia, as duas principais centrais sindicais da Grécia ampliaram a duração de uma greve geral nacional marcada para o dia 19, em protesto contra medidas de austeridade do governo anunciadas para satisfazer os credores internacionais do país. Inicialmente programada para durar 24 horas, a paralisação será de 48 horas, segundo as centrais.

G-20 Os ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G-20 se reúnem hoje e amanhã, em Paris, para preparar o encontro de cúpula de novembro, em Cannes. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, estará presente. Nos últimos dias, os mercados internacionais criaram a expectativa de que as lideranças do grupo poderiam definir um ponto de virada desta crise, com ações coordenadas e contundentes, como ocorreu no encontro realizado em Londres, em abril de 2009. Na ocasião, a economia global recebeu estímulo de US$ 1,1 trilhão, incluindo um reforço para o Fundo Monetário Internacional (FMI). Entretanto, depois de usar toda a artilharia, os governos ficaram sem munição, o que torna a solução mais difícil desta vez.


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