A crise instalada no mercado de planos de saúde está colocando contra a parede não só as operadoras, mas a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Nesta quarta-feira, cerca de 27 mil médicos de Minas Gerais fecharam os consultórios para os pacientes de planos de saúde. Reunidos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em audiência pública, as Comissões de Defesa do Consumidor e Saúde e representantes dos médicos definiram que vão a Brasília pleitear uma solução para o impasse junto à ANS e à Secretaria de Direito Econômico, vinculada ao Ministério da Justiça. O deputado Délio Malheiros anunciou que estuda uma ação civil pública para a questão.
A categoria pede o reajuste dos honorários, das consultas, exames e cirurgias, e o fim da interferência dos planos de saúde na autonomia dos médicos. O movimento desta quarta-feira quis chamar a atenção da sociedade para os excessos praticados pelas empresas, que penalizam os profissionais e,
Protesto
Na paralisação nacional ocorrida em 7 de abril, o piso pleiteado, de R$ 60 por consulta, não foi alcançado em Minas. O valor médio da consulta no Estado é de R$ 40. A categoria revelou ainda que, se não houver avanço nas negociações, os médicos podem deixar de atender definitivamente por planos e saúde. Nesta quarta, só urgências, emergências, ambulatórios e laboratórios funcionam durante todo o dia. E de acordo com a Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), as atividades voltam ao normal nesta quinta-feira.
Cerca de 120 mil médicos paralisaram as atividades em 24 estados brasileiros nesta quarta. De acordo com dados da AMMG, nos últimos 11 anos, a ANS autorizou reajuste de 150% nos planos de saúde, valor bem acima da inflação – 120%. Além disso, desde 2000, o reajuste dos honorários ficou em 50%.
