Os médicos de todo o país vão suspender as atividades nesta quarta-feira. Os profissionais não vão atender pacientes com planos de saúde, reeditando a paralisação nacional de 7 de abril, quando foi feito um alerta às operadoras sobre o desequilíbrio na relação entre operadoras e médicos. Na ocasião, a categoria pediu um avanço nas negociações entre as partes para reverter a situação. De acordo com o Conselho Federal de Medicina de Minas Gerais (CFM-MG), no estado, a paralisação vai atingir usuários de todas as operadoras e cooperativas médicas, sem exceção. Cerca de 90 mil consultas que aconteceriam nesta quarta-feira serão demarcadas.
Segundo as entidades que representam a categoria, o piso pleiteado, de R$ 60 por consulta, não foi alcançado no Estado. O valor médio da consulta em Minas é de R$ 40. A categoria revelou ainda que, se não houver avanço nas negociações, os médicos podem deixar de atender definitivamente por planos e saúde.
Legalidade
Os coordenadores do movimento nacional dos médicos ressaltam que a paralisação ocorre dentro de uma esfera de legalidade. Não serão desrespeitados limites, como a duração do protesto, que acontece dentro de um prazo determinado (24 horas). As entidades médicas ressaltam ainda que como previsto pelo Código de Ética Médica, em vigor desde abril de 2010, nunca foi autorizada a cobrança de valores extras para garantir atendimento.

