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Estado de Minas

BC quer liberar dólar para pagar táxi e hotel


postado em 31/05/2011 06:00 / atualizado em 31/05/2011 05:59

Brasília – O Banco Central (BC) estuda flexibilizar as regras para a compra e a venda de moeda estrangeira no Brasil e até mesmo autorizar o uso de dólares, euros e francos suíços por turistas em viagem ao país para o pagamento de táxi, restaurantes e hotéis. Atualmente, é proibida a circulação de qualquer outra moeda no país a não ser o real. O objetivo do BC é facilitar a estadia de estrangeiros durante as copas das Confederações (2013) e do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016). Entre as medidas analisadas está a de liberar operações de câmbio (troca de moeda estrangeira por real ou outra divisa) em lojas de conveniências e outros tipos de comércio, como as farmácias.

A preocupação do presidente do BC, Alexandre Tombini, no entanto, é com a segurança das operações. “A busca por modernização e simplificação das regras de câmbio e de transferências de dinheiro entre o Brasil e outros países não pode ser feita a qualquer custo”, ponderou ele, durante o Seminário sobre Câmbio Manual e Transferências de Pequenos Valores. Segundo o BC, diariamente, são realizadas 25 mil transações de câmbio no Brasil. A estimativa é de que ocorram outras 80 mil em valores inferiores a US$ 3 mil – que dispensam registro do BC – mensalmente.

Geraldo Magela Siqueira, gerente executivo de Normatização de Câmbio e Capitais Estrangeiros do BC, defendeu as alterações “Um ponto que nos chama a atenção é a dificuldade para o turista que chega de madrugada, sem reais no bolso, e precisa de moeda nacional para, por exemplo, fazer um lanche”, argumentou.

Outro lado

O contraponto a essas medidas foi apresentado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal (PF). José Robalinho Cavalcanti, procurador da República no Distrito Federal, alertou que a flexibilização pode criar um mercado paralelo no país e facilitar a lavagem de dinheiro do crime organizado. Já Luís Flávio Zampronha, delegado da PF, ponderou que “se as instituições autorizadas, como os correspondentes bancários e as lotéricas, não tiverem mecanismos eficazes de combate à lavagem de dinheiro, podem acabar sendo usadas por bandidos”.


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