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Estado de Minas SEM PROTEÇÃO

Sem escolta, Andréia de Jesus recebe ameaça de morte

Caso ocorreu pouco menos de uma semana depois da retirada da escolta da deputada, que foi designada em decorrência de ameaças de ataques no final de 2021


24/03/2022 09:00 - atualizado 24/03/2022 10:03

Andréia de Jesus é uma mulher negra de cabelos compridos e cacheados. Ela usa uma faixa com amarração e uma máscara amarela. Veste uma camisa branca e um casaco roxo
Deputada Andréia de Jesus (PSOL) sofre nova ameaça de morte (foto: Redes Sociais/Reprodução)
 
 
Andréia de Jesus (PSOL), deputada e atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, sofreu uma nova ameaça de morte enviada por e-mail na segunda-feira (21/3). O texto, que continha ofensas racistas e misóginas, também comparava Andreia à vereadora Marielle Franco, cuja morte completou quatro anos na semana passada.

Segundo a assessoria da deputada, a mensagem dá indícios de que possa ter vindo de grupos supremacistas brancos e de homens que defendem o comportamento predador masculino. Esses grupos costumam ser populares na deep web, particularmente no  Dogolachan. A comunidade é uma espécie de seita virtual de extrema direita, racista, misógina e LGBTQfóbica que costuma atacar parlamentares que defendem pautas de Direitos Humanos.


A assessoria da deputada afirmou, em documento emitido na semana passada, que a suspensão de sua escolta aconteceu em um momento emblemático - na mesma semana em que a morte de Marielle Franco completou quatro anos e quando a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) começava a convocar possíveis suspeitos da primeira ameaça para uma oitiva.

“É possível que [a convocação] sirva de gatilho para novas ameaças, novas manifestações de ódio ou condutas ainda mais graves contra a deputada”, afirmou a equipe de Andréia, que ainda reforçou a importância de uma escolta ao relembrar que, no último dia 7, ao tentar visitar uma comunidade quilombola no Norte de Minas, Andréia sofreu uma tentativa de intimidação por funcionários de um latifundiário local.

Por meio de nota, a PCMG declarou que já instaurou um procedimento para apurar as ameaças e injúrias virtuais contra a vítima, bem como as circunstâncias, a motivação e a autoria do crime. Segundo a assessoria, a investigação encontra-se em fase avançada, mas tramita sob sigilo.

Já a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) alega que, depois de uma análise do Serviço de Inteligência, foi verificado que não havia mais motivações para a permanência da escolta e que, por este motivo, a equipe já foi remanejada para atender a outras demandas da população mineira.
 
 
*Estagiária sob a supervisão de Márcia Maria Cruz 


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