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Estado de Minas SEM SOLUÇÃO

Morte de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, completa quatro anos

Vereadora foi assassinada em 14 de março de 2018 no Rio de Janeiro junto do motorista Anderson Gomes


14/03/2022 12:32 - atualizado 14/03/2022 12:51

Marielle Franco durante discurso na Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 28 de novembro de 2017
Marielle Franco durante discurso na Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 28 de novembro de 2017 (foto: Mário Vasconcellos/AFP)
Nesta segunda-feira (14/03), completam-se quatro anos da morte de Marielle Franco, então vereadora da cidade do Rio de Janeiro. Marielle, filiada ao Psol, estava dentro de um carro junto do motorista Anderson Gomes, no bairro do Estácio, zona central do Rio, quando um outro veículo se aproximou e uma série de disparos foi realizada. Ninguém foi condenado pelo assassinato.

Políticos, artistas e jornalistas foram às redes sociais para relembrar a trajetória de Marielle, que morreu aos 38 anos. Deputado federal e amigo da vereadora, Marcelo Freixo (PSB-RJ) perguntou qual grupo político é capaz de "executar" uma parlamentar.

"Quatro anos sem Marielle e Anderson. Hoje a saudade aperta mais forte. Precisamos saber qual grupo político no Rio de Janeiro é capaz de executar uma vereadora. O Estado brasileiro precisa responder quem mandou matar Marielle e por quê. #JusticaPorMarielleEAnderson  #4AnosSemRespostas", tuitou.

Pré-candidato ao Governo de São Paulo nas eleições de 2022, Guilherme Boulos foi além e questionou possíveis "coincidências" a respeito do crime. Ele cita, por exemplo, o ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de participar do assassinato de Marielle e Anderson.

"Hoje completam 4 anos sem Marielle Franco. 1.460 dias do brutal assassinato de Marielle e Anderson. 1.460 dias sem resposta sobre os mandantes, mas várias 'coincidências'. Ronnie Lessa, um dos milicianos que está preso acusado de matar Marielle, confirmou em entrevista para a revista Veja ter recebido ajuda de Jair Bolsonaro em 2009. Pra quem não lembra, Ronnie Lessa era vizinho de porta do condomínio de Bolsonaro", começa Boulos.

"Em uma de suas casas foram encontrados 117 fuzis. Registros da portaria do Condomínio Vivendas da Barra mostraram que horas antes do assassinato, Elcio Queiroz - parceiro de Lessa e também preso por envolvimento no crime - anunciou que ia até a casa 58, pertencente a Bolsonaro. O porteiro registrou no livro de visitantes o nome do miliciano e a casa a que o visitante iria, a 58. Depois o porteiro misteriosamente mudou a versão e vários documentos sumiram, após Carluxo ter acesso privilegiado a áudios da portaria. Muitas 'coincidências', mas nenhuma resposta", completou.

Pré-candidato à Presidência da República este ano, Lula (PT) também prestou solidariedade à Marielle. "São 4 anos do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Um crime brutal e político. Ainda não sabemos quem são os mandantes. Seguimos cobrando justiça! As lutas de Marielle não foram em vão".

Várias outras personalidades se manifestaram em prol de justiça por Marielle e Anderson. O crime continua sem solução, e o caso já passou por cinco delegados.

À época do crime, uma série de manifestações populares por todo o Brasil alertou para a gravidade do caso. Ao todo, no mínimo 11 capitais brasileiras tiveram manifestações cobrando justiça em 15 de março de 2018.


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