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Estado de Minas INCLUSÃO

BBB22: discurso de Tadeu Schmidt abre debate sobre ensino de Libras no país

O discurso em Libras do apresentador teve ampla repercussão nas redes; internautas compartilham satisfação em ver inclusão em TV aberta


02/02/2022 15:58 - atualizado 02/02/2022 19:23

Tadeu Schmidt, um homem branco de cabelos castanhos, faz gesto com as mãos em Libras. Ele usa uma camiseta preta e uma camisa marrom
Tadeu Schmidt durante discurso de eliminação em Língua Brasileira de Sinais (foto: TV Globo/Reprodução)

Nessa terça-feira (01/02), ocorreu a segunda eliminação no Big Brother Brasil de 2022. Quem saiu foi Rodrigo, que já rendeu diversos debates sobre temas envolvendo raça e gênero dentro e fora da casa, mas o protagonismo da noite foi dado à Jessilane, ao apresentador Tadeu Schmidt e, claro, à Libras (Língua Brasileira de Sinais).
Durante o discurso de eliminação, Tadeu pontuou sobre os sinais que os participantes poderiam ou não estar captando no jogo, e finalizou a fala com um trecho em Libras, deixando Jessi e o público apreensivo. Jessilane é professora e é a única participante que tem conhecimento da língua, que aprendeu para levar mais acessibilidade às salas de aula.

Libras e a educação

A Língua Brasileira de Sinais foi reconhecida como uma das línguas oficiais do país em 2002 pela Lei de n° 10.436 e é regulada pelo Decreto n° 5.626/2005. Ela foi criada para promover a inclusão social de pessoas surdas e, ao invés do som, utiliza gestos como meio de comunicação, combinando movimentos das mãos e expressões faciais e corporais.

Apesar do teor oficial, o ensino de Libras e a formação escolar de pessoas surdas no Brasil, pauta que chegou a ser tema da redação do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2017, ainda são precários. No entanto, a língua, considerada um idioma, é fundamental para o desenvolvimento social e emocional não apenas do deficiente auditivo, mas também de todos que convivem com ele.



Por muito tempo, a falta de acessibilidade e o preconceito foram motivo para que muitas pessoas com deficiência (PcD) deixassem de frequentar determinados espaços, e a escola foi um deles. O UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) publicou, em 2019, um censo mostrando que quase 30 mil crianças e adolescentes com deficiências deixaram as escolas públicas em 2018, e que a taxa de reprovação destes estudantes é de 13,8%, comparados aos 8,7% do grupo sem deficiência.

A educação inclusiva é um método para aumentar a presença de PcD no ambiente escolar e, para que ocorra a integração de pessoas surdas no Brasil, é importante que seja naturalizada, também, a Língua Brasileira de Sinais. Por este motivo, ela é disciplina obrigatória nos cursos de formação de professores desde 2005, mas, ainda assim, o trajeto para a inclusão é bem longo.


A visão positiva sobre o discurso

Enquanto Tadeu falava por meio de Libras, Jessilane, ansiosa e quase aos prantos, traduziu: "Professora, não fique triste. Calma, calma!". A internet estremeceu com a ação do apresentador e trouxe à tona a discussão sobre a naturalização da surdez e o aprendizado da Língua Brasileira de Sinais.



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