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Estado de Minas MÚSICA

Chico Buarque muda show para homenagear Gal Costa

Cantor incluiu na turnê 'Que tal um samba?' uma de suas composições gravadas pela cantora, 'Mil perdões'


30/11/2022 16:50 - atualizado 30/11/2022 17:30

Show de Chico Buarque
A turnê 'Que tal um samba?' se estende para Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador (foto: Mario Canivello/Divulgação)
Chico Buarque incluiu uma homenagem a Gal Costa, que morreu no início de novembro, em show realizado na noite da última terça-feira em Brasília pela turnê “Que tal um samba?”. O cantor interpretou “Mil perdões”, uma de suas composições de sucesso na voz de Gal, com uma fotografia da baiana projetada no cenário criado por Daniela Thomas. A música passa a fazer parte do repertório da excursão, que já passou por Belo Horizonte e segue para Recife na próxima semana antes de mais três capitais brasileiras em 2023.  
 
Considerada uma das maiores intérpretes de Chico Buarque, Gal Costa gravou “Mil perdões” no disco “Baby Gal” (1983). A inclusão da música foi uma das novidades que Chico mostrou ao público que lotou o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. A outra foi “Bastidores”, sucesso na voz de Cauby Peixoto, que também entrou na setlist e provocou aplausos nos versos “Voltei para me certificar/ Que tu nunca mais vais voltar”.   
 
Durante a apresentação, que tem como convidada especial a cantora paulistana Mônica Salmaso, Chico Buarque fez um breve comentário sobre o governo de Jair Bolsonaro. “Estamos hoje (terça-feira) aqui com pessoas queridas, que estão trabalhando para reconstruir o Brasil depois de quatro anos de pesadelo”, afirmou. Na plateia estavam o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, cotado para o ministério do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e outros integrantes da equipe de transição. 
 
  
Haddad teve recepção calorosa do público: fez selfies e ganhou aplausos ao chegar. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, também foi aplaudido ao ser reconhecido antes do início do show. Durante a apresentação, Chico Buarque citou o nome da socióloga Rosângela Silva, esposa de Lula, ao dizer que estava com a garganta seca.
 
 
“É nessas horas que eu vejo a falta que me faz uma Janja”, brincou, provocando risos. Integrantes da transição como Bela Gil (do grupo técnico de Combate à Fome) e petistas históricos, a exemplo do deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, também assistiram à apresentação. 
  
A música inédita que batiza a excursão, com versos que propõem puxar um samba “para remediar o estrago” e “depois de tanta mutreta, cascata, demência e de uma dor filha da puta”, foi uma das mais aplaudidas em Brasília, além de sucessos como “Meu guri”, “Futuros amantes” e “Samba do grande amor”.
 
 
Depois dos dois shows no Distrito Federal, a turnê “Que tal um samba?” se estende para Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, antes de apresentações em Portugal, em maio de 2023. Chico Buarque e Mônica Salmaso fizeram quatro shows em Belo Horizonte, nos dias 06, 07, 08 e 09 de outubro, no Minascentro, com ingressos esgotados.
 
Além de “Bastidores” e “Mil perdões”, outra mudança em relação ao repertório apresentado na capital mineira foi a inclusão de “A violeira” (parceria de Chico e Tom Jobim) na parte inicial do show, com apresentação solo de Salmaso. Ao final, após o bis com “João e Maria” e manifestações de apoio ao presidente eleito, parte do público, já com as cortinas fechadas, cantou “Apesar de você”, canção de protesto que Chico escreveu durante a ditadura militar.
 
 


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