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Estado de Minas APÓS INFORMAÇÃO FALSA

Clube da Esquina: projeto vai lançar obra como Patrimônio Imaterial de MG

Governo anunciou hoje (4/1) que vai lançar projeto para destacar Clube da Esquina: 'o talento dos nossos artistas é muito maior do que qualquer inverdade'


04/01/2022 19:21 - atualizado 04/01/2022 19:50

Fernando Brant e Tavinho Moura
Os músicos Fernando Brant e Tavinho Moura (foto: Cristiano Quintino/Divulgação )
O secretário de Estado de Cultura e Turismo (Secult), Leônidas Oliveira, informou nesta terça-feira (4/1) que será lançado um projeto neste ano dedicado à Mineiridade. O objetivo é destacar ainda mais a obra do Clube da Esquina como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais.
 

“O talento dos nossos artistas é muito maior do que qualquer inverdade divulgada, como ocorreu no fim do ano envolvendo os compositores Fernando Brant (1946-2015) e Tavinho Moura”, disse o secretário em referência ao falso anúncio sobre o reconhecimento do trabalho dos compositores mineiros Tavinho Moura e Fernando Brant (1946-2015), como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Para Leônidas, a música mineira, que tem como expoente o Clube da Esquina, que completa o cinquentário neste ano, deverá futuramente conquistar o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Junto com a Pampulha, que se tornou Patrimônio Mundial há cinco anos e meio com seu Conjunto Moderno, sob chancela da Unesco, “a música mineira do Clube da Esquina tem expressão mundial”.

Também nesta terça, a assessoria da Unesco informou que a Organização irá fundo na investigação para descobrir a origem de documentos falsos enviados à imprensa. Em nota divulgada na noite de ontem (3/1), a Unesco, com sede em Paris, França, informou que “a despeito da relevância e da importância do trabalho musical dos artistas mineiros, a notícia não é verdadeira".

"Jornais e sites receberam um documento falso, com a logomarca da Unesco e a assinatura do diretor-geral adjunto de Cultura da Organização, sr. Ernesto Ottone, que foram utilizadas sem autorização. Assim  serão tomadas as providências cabíveis para responsabilizar os autores do documento”, disse, em trecho de comunicado.

Perplexos, chocados e surpresos – assim se encontram familiares, amigos e admiradores do legendário Clube da Esquina. “Tavinho Moura, uma pessoal tão sensível, não merece isso. E deveriam respeitar a família e a memória de Fernando Brant. Passei a noite de ontem falando sobre esse assunto”, disse um amigo de longa data.
 
Segundo uma pessoa da família Brant, todos ficaram estarrecidos. "Fomos pegos completamente de surpresa por esse desmentido da Unesco. Em menos de uma semana recebemos a notícia e o desmentido. Estamos chocados com a história toda." 

Inclusão

 
A Unesco destacou que a inclusão de um bem na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade não é uma decisão unilateral de um Estado-membro. Tal inclusão segue um procedimento definido pelo Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco.
 
Cada Estado-membro do Comitê prepara uma lista tentativa de práticas e expressões culturais em seu território, que representem a diversidade do patrimônio imaterial e contribuam para uma maior consciência sobre sua importância. Cabe salientar que essa é uma atribuição do governo de cada Estado-membro.
 
Anualmente, o referido Comitê Intergovernamental avalia as candidaturas dos Estados-membros e decide sobre novos bens a serem incluídos na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
 
E a Unesco disse mais: “A última reunião do Comitê ocorreu em dezembro de 2021. A obra musical dos artistas mencionados não constava na lista de avaliação do Comitê. A lista com os bens já inscritos na Lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco pode ser encontrada no seguinte link: https://ich.unesco.org/en/lists (em inglês).

Explicação

 
A nota esclareceu ainda que “o documento cita o nome de Lucas Guimaraens como embaixador da Unesco. Essa informação é falsa. A referida pessoa não é embaixadora da Unesco”.

Também hoje, Lucas Guimaraens divulgou nota se declarando “embaixador da paz do Círculo Universal de Embaixadores da Paz". “Como pesquisador, realizei uma investigação aprofundada sob a supervisão do Professor Jacques Poulain (Cátedra Unesco 1996-2021). E desta investigação resultou, em última análise, uma visão crítica da noção de escrita poética, de patrimônio e também da obra poético-musical de Tavinho Moura e Fernando Brant", inicia.

"Os resultados desta pesquisa foram aprovados pelo ensino superior na França. Trata-se, portanto, de uma pesquisa que segue uma metodologia científica e acadêmica. De resto, não posso comentar a validade de documentos que me atribuem outros procedimentos sobre a sua matéria, posto que tais procedimentos não me concernem. Isso diz respeito apenas à Unesco e cabe exclusivamente à Unesco lançar luz sobre este assunto", complementa.

No documento considerado falso pela Unesco, em francês com tradução em português, endereçada a “Monsieur (senhor) Otávio Augusto Pinto de Moura e Monsieur Fernando Rocha Brant (im memoriam)”, assinada por Ernesto Ottone R. e Jacques Poulain, é citado o “senhor embaixador Lucas Guimaraens”.

Está escrito: “Após sete anos de pesquisas e e reuniões com o senhor embaixador Lucas Guimaraens e sua equipe, vimos, por meio deste, informar que vossa obra poético-musical foi reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade no dia 25 de novembro de 2021, com a unânime aprovação da Assembleia Geral da Unesco”.


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