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Estado de Minas AUDIOVISUAL

Machistas avistam o fim do mundo na comédia mexicana nonsense 'Bunker'

Trama gira em torno de um homem em crise familiar e certo de que o apocalipse está próximo que se isola num cômodo de sua própria casa


17/12/2021 04:00 - atualizado 17/12/2021 07:17

Vestido de robe de chambre e cabisbaixo, ator se senta ao lado de piscina jacuzzi em cena de bunker
Vladimiro (Bruno Bichir) em 'Bunker', série que mistura crise social e humor negro (foto: HBO/DIVULGAÇÃO)

Vladimiro não espera muito mais da vida. Desiludido com os rumos que as coisas tomaram e sem o respeito das pessoas que lhe são próximas – a mulher e os filhos –, ele só espera o fim do mundo. Mas vai aguardar o apocalipse à sua maneira: dentro de um bunker, construído no porão de sua própria casa. 

Primeira produção mexicana da HBO Max, a série em oito episódios “Bunker”, que estreia na próxima quinta-feira (23/12) na plataforma, é uma comédia de humor negro com uma pegada nonsense. Na sequência inicial, Vladimiro (Bruno Bichir) grava um vídeo. 

Se as pessoas o estão assistindo, ele avisa, é porque o mundo realmente acabou. Já neste momento dá para prever que nada vai dar certo por ali: atrapalhado, o homem sofre até para gravar seu “testamento”. Mal sabe ele o que o aguarda.

“Bunker” segue dois personagens que não têm absolutamente nada em comum e que acabarão se encontrando, por acaso, no espaço apertado que dá nome à produção. O outro coprotagonista é Napoleón (Miguel Rodarte), homem tão vivido quanto Vladimiro. Mas ele está numa situação melhor, pelo menos no início da história.


PARQUE

Napoleón é um empresário sem muitos escrúpulos, dono de um parque aquático que está atravessando uma crise. Militantes pelos direitos dos animais invadiram o local e estão afugentando as crianças: exigem retratação pela morte de uma das atrações do parque. 

Esse é apenas um dos problemas que ele enfrenta, mas o homem não parece lá muito preocupado. Mesmo com a invasão do parque, Napoleón vai cumprir seu “compromisso” mais importante do dia: uma tarde em um spa.  

Esses dois homens ficarão unidos contra a vontade por causa de uma série de trapalhadas. Napoleón sofre um sequestro. A cena que mostra o homem sendo levado beira o surreal – e ainda carrega uma pitada de escatologia. 

Na piscina do spa, ao lado de uma bela assistente, o empresário inicia a sua costumeira lavagem intestinal. É exatamente na hora H que os sequestradores chegam e, atrapalhados, acabam levando o empresário do jeito que ele estava. 

Na van, o grupo para lá de amador de criminosos não sabe bem o que fazer. Por razões que não cabe agora descrever, Napoleón vai parar no bunker recém-criado por Vladimiro. Os dois homens ficarão encerrados no local, é o que aponta o final do episódio-piloto. E terão que lidar também com os sequestradores sem muita prática no crime.

MACHISMO

Criada pelo argentino Esteban Seimandi, “Bunker”, a partir de uma situação absolutamente fora dos padrões, se anuncia como uma comédia ácida com um foco na crítica social. Fica claro, desde o início, que o machismo dos protagonistas será um grande alvo da história. E também o poder do dinheiro.

Fugindo do padrão das comédias latinas atuais, “Bunker” traz uma linguagem forte e muita ação para embalar a narrativa. A série foi rodada no México, em janeiro deste ano, um período difícil, já que naquele país a segunda onda da COVID-19 estava no auge. Desta maneira, equipe técnica e elenco trabalharam numa espécie de bolha. 

Como boa parte da narrativa se passa no confinamento do bunker, a série acaba dialogando com a vida real. Ainda que, lembrando, por meio de uma situação totalmente fora dos padrões.

“BUNKER”

• A série, em oito episódios, estreia na quinta-feira (23/12), na HBO Max


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