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Estado de Minas MÚSICA

Jup do Bairro chega a BH, na quinta (9/12), com 'sede' de cantar ao vivo

Atração do 'esquenta' do Breve Festival, no Distrital do Cruzeiro, cantora promete performance inédita e anuncia novos rumos de sua carreira solo


08/12/2021 04:00 - atualizado 08/12/2021 08:07

Cantora Jup do Bairro sorri, usando camiseta com o rosto de Jorge Lafond, tendo ao fundo um bairro de periferia e o céu azul
Depois de chamar a atenção com o EP 'Corpo sem juízo', Jup do Bairro lançou o single 'Sinfonia do corpo' (foto: Isac Oliveira/divulgação)

Revelação musical do ano passado com seu EP “Corpo sem juízo”, Jup do Bairro faz show presencial em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (9/12), no Mercado Distrital do Cruzeiro. Ela e DJs da festa Baile da bôta são atrações do evento “Breve sessões”, uma espécie de “esquenta” para o Breve Festival 2022, programado para abril, no Mineirão.

É a primeira vez que Jup apresenta seu show solo na capital mineira. Cantora, compositora e apresentadora, ela esteve nos palcos da cidade ao lado da atriz, cantora e ativista social Linn da Quebrada. Agora, a história é outra. Jup estará acompanhada do DJ Evehive e do cantor Mulambo.

FESTIVO 

“É o primeiro show em que conto com a formação oficial da era 'Sem juízo'. Evehive assume as picapes e Mulambo reforça a voz, apresentando músicas de sua autoria. Estamos preparando um show denso, mas também festivo e libertador. Vamos executar uma performance exclusiva até para nós”, conta Jup do Bairro.

A “era” à qual ela se refere começou em junho de 2020, quando “Corpo sem juízo” chegou às plataformas digitais. O trabalho, uma espécie de manifesto de Jup, importante referência LGBTQIA+ nas artes, trata de sexualidade, gênero, racismo e das dificuldades da vida na periferia de São Paulo. O registro também é reconhecido por transitar por diferentes estilos musicais, como heavy metal, rap e eletrônica.

As sete faixas do EP vão nortear a apresentação da artista. Para rechear o show, ela promete surpresas. “O repertório contará com novas versões de singles que apresentei antes desse trabalho, além de experimentações”, ela conta, sem entrar em detalhes.

Sendo assim, faixas do EP como “Transgressão”, “Pelo amor de Deize” (parceria com Deize Tigrona), “All you need is love” (parceria com Rico Dalasam e Linn da Quebrada), “O corre” e “Luta por mim” (parceria com Mulambo) não ficarão de fora, assim como o single “Sinfonia do corpo”, lançado em maio deste ano.
 
 

“Estou com muita sede de performar esse trabalho ao vivo, saber o que as pessoas estão achando, quais são as músicas preferidas de cada um, se sabem cantá-la. A única resposta que tenho são números, mas não faço música para números, eu crio para pessoas. Fico muito emocionada em saber que BH será o local desse 'start', uma cidade de que gosto tanto e sempre me recebeu tão bem”, Jup comenta.

“Corpo sem juízo” foi divisor de águas na carreira dela. Com o EP, conseguiu descolar o seu trabalho da parceria com Linn da Quebrada nos palcos – que chegou ao fim com live de despedida realizada em setembro de 2020 –, além de se firmar como uma das principais apostas da música independente no Brasil.

Passado mais de um ano do lançamento, ela conta que ainda vive o processo de descobrir “o que pode um corpo sem juízo”, indagação que a acompanha desde 2019, um “ano caos”, segundo ela.

“Mesmo assim, consegui bater a meta e produzi 'Corpo sem juízo'. Desde então, dediquei toda a minha energia a isso. No entanto, 2020 nos surpreendeu com um cenário triste e incerto. Ouvi de artistas que o mais seguro e correto a fazer era esperar e adiar o lançamento, que seria a minha estreia e a pandemia poderia engolir o que eu estava construindo. Eu não quis. Costumo dizer que sou uma artista do tempo, do agora”, relembra.

O EP a fez voltar a sonhar, “projetando o futuro como uma extensão do presente”. Jup recebeu prêmios, ganhou destaque na imprensa nacional e internacional. “Tudo isso é muito importante, mas, ainda assim, não era o meu destino final. O tempo é a coisa mais preciosa que alguém pode oferecer. Se uma pessoa parou quatro minutos para ouvir o que tenho para falar, esse é o troféu que quero para mim”, afirma.

A continuidade do trabalho de estreia virá sob a forma do EP “Corpo sem juízo II: in.corpo.ração”. Uma prévia do novo e inédito trabalho é o single “Sinfonia do corpo”.

TERAPIA 

Questionada sobre o porquê de o corpo ser assunto tão recorrente em seu trabalho, ela diz que começou a escrever sem a pretensão de transformar aquilo em arte. “Era uma espécie de terapia barata em que eu estava começando a entender meu corpo, minha mente e, com isso, perceber que mente é corpo e corpo é mente”, recorda.

“O corpo é o instrumento de transformação mais efetivo que temos. Uso o meu corpo para me transformar e transformar a escrita da minha história. Evidenciar a sua história, evidenciar o seu corpo, é desarmar o inimigo”, Jup conclui.

JUP DO BAIRRO
Quinta-feira (9/12), às 20h, no Mercado Distrital do Cruzeiro (Rua Ouro Fino, 452, Cruzeiro). Ingressos: R$ 20. Vendas pela plataforma Sympla. Informações no perfil do Instagram.


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