Publicidade

Estado de Minas AUDIOVISUAL

Mistério e destruição são elementos centrais de série islandesa na Netflix

Erupção do vulcão homônimo guia trama de 'Katla', que mescla natural e sobrenatural, crença e ciência


23/07/2021 04:00 - atualizado 22/07/2021 23:06

Série islandesa
Série islandesa "Katla" tem na erupção do vulcão homônimo o ponto de convergência das histórias de seus personagens (foto: NETFLIX/DIVULGAÇÃO)

Katla é um vulcão situado no Sul da Islândia cujas erupções ocorrem em intervalos de 50 a 80 anos. É coberto parcialmente pela geleira Myrdalsjökull e se situa a leste da geleira Eyjafjallajökull. O povoado mais próximo se encontra ao Norte e se chama Vík í Myrdal.

É esse o cenário da série islandesa homônima, disponível na Netflix. Na história, Katla entrou em erupção e Vík precisou ser evacuada. Em meio a um oceano de cinzas, restam apenas alguns resignados. Um evento agrava a situação: o aparecimento de uma estranha nua, coberta de cinzas, que se identifica como Gunhild (Aliette Opheim).

A protagonista Gríma, interpretada pela artista e cantora Guorún Yr Eyfjöro, torna-se uma das principais investigadoras dos enigmas que passam a emergir no povoado. Por quê? Porque sua irmã Ása (Íris Tanja Flygenring), morta há um ano, reaparece nas mesmas condições. A infância das irmãs, marcada pelo suicídio da mãe, é representada em flashbacks respectivamente pelas atrizes Agata Árnadóttir e Kolfinna Orradóttir.

Além do abalo produzido por essa "ressurreição", o mecânico Pór (lê-se Thor, interpretado por Ingvar Sigurdsson), pai de Gríma e Ása, ainda precisa se haver com dois fantasmas do passado, ambos ligados à jovem Gunhild e a uma personagem que vem da Suécia para reencontrá-lo. Ela também se chama Gunhild, e é mãe do jovem Björn (Valter Skarsgard).

As investigações são lideradas pelo geó- logo Darri (Björn Thors). O delegado Gísli (Porsteinn Bachmann), envolvido em dramas pessoais com a esposa Magnea (Sólveig Arnarsdóttir), acaba sendo mais um antagonista do povoado do que um aliado nas elucidações. O espectador deve dar atenção especial a Bergrún (Guorún Gísladóttir). Depois de viajar pelo mundo, a dona do hotel Vík se dedica a rituais arcaicos. É um ponto cego da narrativa. Tem uma função oracular (fornece pistas sobre os enigmas).

Na história, o folclore adquire mais complexidade quando unido à ciência. Darri descobre que as entidades são "fabricadas" por um elemento (ou uma inteligência) extraterrestre ativado pelas erupções. O meio-fio entre natural e sobrenatural, entre crença e ciência, entre o vulcão Katla e o cosmos se esgarça e se torna cada vez mais tênue. (Estadão Conteúdo)

“KATLA”
A primeira temporada, com oito episódios, está disponível na Netflix


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade