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Estado de Minas FOTOGRAFIA

Fotógrafo cria exposição virtual de bicicletas no contexto urbano de BH

A exposição vai exibir 14 bicicletas em locais de BH e é fruto dos recursos da lei de auxílio emergencial aos trabalhadores do setor da cultura


09/06/2021 20:51 - atualizado 09/06/2021 20:59

A bicicleta alemã Goricke, da década de 1950, foi comprada por Gil Sotero em Belo Horizonte. Passou por restauração e agora vai fazer parte da mostra virtual(foto: Gil Sotero/Divulgação)
A bicicleta alemã Goricke, da década de 1950, foi comprada por Gil Sotero em Belo Horizonte. Passou por restauração e agora vai fazer parte da mostra virtual (foto: Gil Sotero/Divulgação)
Com a restrição sobre a maioria de atividades físicas por causa do isolamento social, a bicicleta tornou-se uma oportunidade de recreação para muitas pessoas em grandes centros urbanos e é recomendada pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) como meio de transportes para evitar as aglomerações dentro do ônibus em tempos de COVID-19.
Pensando no protagonismo das duas rodas, surgiu a exposição virtual “BHCICLETA” do fotógrafo e artista Gil Sotero, que será lançada virtualmente nesta quinta (10/06), no site BH Cycle Chic, às 19h30.

A exposição é fruto dos recursos da lei de auxílio emergencial aos trabalhadores do setor da cultura, Aldir Blanc.
 
De acordo com Sotero, a capital mineira também viu o crescimento de ciclistas nas ruas e avenidas durante a pandemia e a mostra vai exibir 14 bicicletas em cenários famosos e recônditos da cidade.
 
“A proposta é destacar a bicicleta no cenário urbano. A bicicleta proporciona outras perspectivas e leva o invisível a outra escala visível: a humana. Ela humaniza todos os ambientes pois, se há uma bike repousando ali, há também uma pessoa por perto”, conta.
 
O fotógrafo conta que a mostra tem a curadoria do também fotógrafo Carlos Altman e para a construção do trabalho muitas bicicletas, maioria vintage, que compõem o acervo de Gil Sotero, passaram por reformas pelo próprio artista.
 
“Cada acessório foi pensado para compor o estilo de cada uma delas, recuperei bicicletas que iam para o lixo ou iam virar sucata e todas elas, além da beleza, estão rodando”.
 

Nas ladeiras de BH

Sotero conta que a topografia de Belo Horizonte é, por vezes, usada como argumento para as pessoas não optarem pelas magrelas e, assim, acreditam que a cidade não é para bicicletas.
 
A mostra pretende lançar o olhar para que os visitantes percebam que Belo Horizonte também é uma metrópole para elas.
 
 “Nada melhor do que oferecer esse olhar através de belas bicicletas e que várias circulam aqui na terra das Alterosas. Situar as bicicletas na capital mineira também foi uma escolha estética e ligada às memórias afetivas. Quis ambientar a singeleza das magrelas ao concreto em solo brasileiro”.
 
A inspiração para a mostra veio de fotos de bicicletas em várias cidades do mundo e capitais europeias e foi adaptada aos cenários simbólicos de Belo horizonte, como viaduto Santa Tereza, Praça da Liberdade e Lagoa da Pampulha, mas também promete descortinar locais ocultos da capital mineira.
 
“A exposição virtual é voltada para os admiradores de Belo Horizonte, das bicicletas e da fotografia, que  agora não têm a oportunidade de visitar galerias”.


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